O governo argentino pretende captar US$ 1 bilhão com a emissão anunciada de um novo título em moeda estrangeira, marcando o retorno do país sul-americano ao mercado de crédito internacional após quase oito anos, confirmou nesta terça-feira o ministro da Economia, Luis Caputo. “Estamos buscando captar US$ 1 bilhão com uma taxa abaixo de 9%”, declarou Caputo durante um evento organizado pela Fundação IEB em Buenos Aires.
O ministro se referia à operação financeira que o governo realizará nesta quarta-feira, na qual leiloará um título em moeda estrangeira com vencimento em quatro anos e cupom de 6,5%, conforme a legislação argentina, um instrumento que ele havia considerado anteriormente mais convencional e “atraente” do que outros títulos de dívida oferecidos pelo governo. “A ideia por trás deste novo título é mostrar ao mercado que, se tivéssemos títulos mais convencionais, o risco-país seria diferente”, afirmou Caputo.
Com essa nova emissão, o governo argentino pretende cobrir parte dos vencimentos da dívida previstos para janeiro próximo, que, segundo a imprensa local, somam aproximadamente US$ 4,2 bilhões.
O ministro também reiterou a estratégia do Executivo para a compra e acumulação de reservas internacionais, após um alerta do Fundo Monetário Internacional (FMI). “Queremos que a compra de reservas seja barata e ordenada. Se o índice de liquidez corrente for mantido, US$ 7 bilhões poderão ser comprados, mas se a base for fixada em 6% do Produto Interno Bruto (PIB), US$ 14 bilhões poderão ser comprados”, explicou Caputo.
“Algumas pessoas acham que o FMI vai nos obrigar a deixar a moeda flutuar e comprar reservas de forma imprudente; isso não vai acontecer”, acrescentou. O ministro também reafirmou o sistema cambial vigente na Argentina, com uma taxa de câmbio flutuante entre duas bandas. O Banco Central da Argentina (BCRA) intervém nessa dinâmica, comprando ou vendendo moeda estrangeira conforme a necessidade, para manter o valor do dólar.
“Algumas pessoas acham que o FMI vai nos obrigar a deixar a moeda flutuar e comprar reservas de forma imprudente; isso não vai acontecer”, acrescentou. O ministro também reafirmou o sistema cambial vigente na Argentina, com uma taxa de câmbio flutuante entre duas bandas. O Banco Central da Argentina (BCRA) intervém nessa dinâmica, comprando ou vendendo moeda estrangeira conforme necessário, para manter o valor do dólar. A este respeito, ele indicou que o sistema ainda não pode avançar para um regime de câmbio flutuante devido à alta volatilidade do país.
“É muita presunção querer adotar um regime de câmbio flutuante da noite para o dia num país com este nível de volatilidade… ganhar credibilidade é muito difícil. Este é um processo que leva tempo, e a comunicação é crucial — dizer a verdade às pessoas e ter resultados que a sustentem”, concluiu Caputo.

















