Milenar

No seu segundo programa eleitoral de TV, o presidente Lula elevou ao infinito o seu discurso inaugural “nunca houve antes…” Uma moradora da Ptlândia – o programa eleitoral petista onde não existe desemprego, violência e saúde e educação são exemplares – depois de enunciar algumas das maravilhas desse paraíso virtual, afirmou que conseguira comprar coisas que “não conseguia há mil anos”. Como o Brasil só tem 506 anos, a marquetagem de Lula mudou o slogan de “melhor governo desde o descobrimento do Brasil” para o de “melhor governo desde o primeiro milênio da humanidade”.

PToliana
Para o quadro da ilha da fantasia petista, a mulher que revela a realização de seus sonhos milenares de consumo se apresenta como de classe média – setor em que é maior o desgaste do governo Lula – para concluir que: “Se está melhor para mim, deve estar melhor para os outros.” Já a classe média não-virtual continua esperando Lula cumprir as promessas de corrigir a defasagem da correção da tabela do Imposto de Renda, não permitir os extorsivos aumentos das mensalidades dos planos de saúde, reajustar as aposentadorias acima de um salário minimo etc. etc.

Atropelando o mercado
Além de, em passado recente, não repassarem para os preços a queda do número de furtos e roubos de carros no Rio de Janeiro registrados por dados oficiais, as seguradoras parecem empenhadas em empurrar para o acostamento parte de sua clientela. Proprietários do Golf 1.6 modelo 2003, por exemplo, têm de pagar prêmio cerca de 20% mais alto do que o cobrado há dois anos, quando o valor de mercado do veículo era cerca de 10% maior. Em três anos de seguro, o dono do carro gastará cerca de R$ 6 mil de seguro, ou um quinto do valor pago pelo veículo ainda zero quilômetro.

Atropelando o mercado – II
Os proprietários da Parati também são outras vítimas preferenciais da aceleração da ganância das seguradoras. Enquanto o modelo mais sofisticado 2006 sai por cerca de R$ 45 mil, o seguro custa por volta de R$ 10 mil.

Atropelando o mercado – III
O principal corolário desse comportamento predatório do mercado é o crescimento, principalmente na classe média, do número de proprietários que deixaram de fazer seguro dos seus veículos. Um amigo da coluna, mesmo já tendo tido furtado um carro, calcula que não fazer seguro sai mais barato: “Dependendo do carro, em cinco anos já terei gasto com seguro quase o valor da compra. Então, prefiro arriscar e apostar em não ter o veículo furtado ou roubado no mesmo período. Sei que é uma aposta de risco, mas, entre a  possibilidade ser roubado pelo ladrão e a certeza de ser lesado pela seguradora, prefiro arriscar a primeira.” Com a palavra a Susep.

Não tem idade
Quem gosta de canções românticas deve procurar o Cantinho da Saudade, evento que a Juventude Ecumênica da LBV no Rio realiza no próximo domingo, a partir das 15h, no Centro Educacional da entidade, em Del Castilho. Informações: (21) 2516-4484 ramal 236.

Mais que o grão
Além da liderança na exportação de grãos de café, o crescimento do setor torrefador no Brasil mantém-se firme. Segundo pesquisa divulgada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o volume mensal de café utilizado pelo setor torrefador fica na média de 1,2 milhão de sacas. Em 2005, as cinco maiores do setor ampliaram sua participação de 32,45% para 33,26% (em relação ao ano anterior). Apenas o Café Florença, torrefadora carioca com 12 anos de atuação, coloca no mercado, mensalmente, 27 toneladas de grãos, o que representa 3 milhões de xícaras.

Imagem borrada
As empresas que estiverem inscritas na Dívida Ativa do Estado serão proibidas de patrocinar qualquer tipo de evento realizado no Rio de Janeiro. É o que determina o Projeto de Lei 2.545/05, do deputado Caetano Amado (PL), aprovado nesta quinta-feira. “Fiz este projeto porque não acho justo que empresas em dívida com o estado fiquem passando uma boa imagem através de patrocínios, enquanto não acertam suas contas. Não vou citar nomes, mas existem várias empresas com débitos e que gastam dinheiro com patrocínios”, afirmou o parlamentar. O projeto será enviado para sanção da governadora Rosinha Garotinho.

Artigo anteriorCrédito fraco
Próximo artigoVade retro!
Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

Artigos Relacionados

Inflação e PIB expõem falácia do Teto dos Gastos

‘Faz sentido?’, pergunta Paulo Rabello. ‘Claro que não’.

Mirem-se nos exemplos da Shell e da Exxon

Petrobras é fundamental para o desenvolvimento brasileiro.

Governo pode – e deve – controlar progresso tecnológico

Tecnologias transformadoras do século 20 não teriam sido possíveis sem liderança do Estado.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

MPEs veem oportunidades geradas pela crise

Principal mudança foi alocação de recursos para trabalhar e atender remoto, seguida por investimentos em tecnologia para vendas não presenciais.

Mudança de sinais

Terça começou tensa para os mercados de risco no mundo; hoje, a expectativa para o dia é de Bovespa seguindo em recuperação.

Quatro conselheiros da Petrobras decidem deixar o cargo

Eles são representantes da União no Conselho da empresa, petrolífera divulgou nota ontem à noite.

Biden quer estados priorizando vacinação de professores

Presidente americano pediu que educadores recebam pelo menos uma dose de vacina.

PEC fiscal e lockdown ficam no radar em dia de PIB

Em Nova Iorque, as pressões dos treasuries e a queda das companhias de tecnologia tiveram forte impacto nas Bolsas.