O tribunal de Turim condenou a 16 anos de prisão os principais acusados no processo da Eternit Itália. O procurador Raffaele Guarieniello, no entanto, em junho dao ano passado, tinha pedido uma pena de vinte anos para o milionário suíço Stephan Schmidheiny, de 67 anos, e para o barão belga Jean-Louis de Marchienne, de 90 anos. Os dois foram considerados culpados do homicídio involuntário de cerca de 3 mil operários e habitantes de comunidades vizinhas das fábricas. Essa sentença abre caminho a um segundo processo, o já chamado “Eternit-bis”, no qual a a procuradoria de Turim vai acuar as mesmas pessoas, mas por causa de outras vitimados pelo amianto a partir de 2008.
Por causa do julgamento na Itália, aqui a Eternit se apressou em comunicar ao mercado que é uma companhia aberta e com 100% do capital em poder de investidores brasileiros e não tem nenhuma relação com a Eternit de outros países, inclusive a da Itália. Assim, a propriedade e o uso da marca são de forma distinta por diversas empresas em vários países e a realidade das atividades são diferentes. A Eternit brasileira segue a Lei Federal 9.055/95, que disciplina a extração, industrialização, utilização, comercialização e transporte do amianto crisotila e dos produtos que o contenham em todo território nacional.
“Com relação ao uso do amianto crisotila em produtos como caixas d”água e telhas, esclarece que a extração e beneficiamento do amianto crisotila por sua controlada Sama e a utilização do mineral nas fábricas seguem rígidos padrões de segurança que superam as exigências legais. Com o aprimoramento das técnicas e aperfeiçoamento dos mecanismos de trabalho, nenhum caso de doença relacionada ao uso do amianto crisotila foi registrado entre os colaboradores admitidos no grupo a partir dos anos 80. E não há registro no Brasil de nenhum morador que tenha desenvolvido qualquer doença em razão de habitar moradias cobertas com telhas de amianto.”
O Grupo Eternit faz a transparência através do Programa de Portas Abertas em todas suas unidades e na mineradora, permitindo o acesso a todos que quiserem conhecer os processos seguros na mineração e na fabricação de produtos contendo amianto crisotila.
Eternit tem controle difuso
No Brasil, 7.778 investidores minoritários detêm 61,55% das ações ordinárias da Eternit. O restante pertence a Geração L. Participação Fundo de Ações, com 18,3%; Luiz Barsi Filho, com 13,41%; e Victor Adler, com 6,70%.
Gol não vai registrar bônus na SEC
Para refinanciar sua dívida e reforçar o capital de giro, a Gol Linhas Aéreas Inteligentes pretende fazer uma oferta de bônus perpétuo que deve variar entre US$ 100 milhões a US$ 150 milhões, isenta de registro no United States Securities Act of 1933. Como tais títulos não serão registradas, não poderão ser oferecidos ou vendidos nos Estados Unidos ou por isenção do registro aplicável de acordo com o Securities Act, ou em outra jurisdicao em que tal oferta ou venda sejam proibidas. A Gol será a garantidora da operação e os bônus perpétuos são considerados obrigações senior sem garantia real e não terão data de vencimento fixa, podendo ser resgatados, total ou parcialmente após três anos.
A Fitch Ratings atribuiu o rating “BB-” à proposta de emissão desses bônus, que será realizada pela VRG Linhas Aéreas, subsidiária integral da companhia. O rating final dependerá do recebimento da documentação definitiva, de acordo com as informações já disponibilizadas. Atualmente, a Fitch tem o IDR (Issuer Default Ratings – Ratings de Probabilidade de Inadimplência do Emissor) “BB-“, de longo prazo em moeda local e estrangeira, atribuídos à Gol, além do rating Nacional de Longo Prazo em “A-(bra)” e “BB-” para a emissão em notas perpétuas no valor de US$ 200 milhões.














