Militares ocupam 15% dos cargos na Presidência

O pelotão de militares lotados na Presidência da República saltou de 2,6%, em 2010, para 15,1% do total de comissionados, em 2020. Os dados são do Portal da Transparência e foram levantados pelas assessorias da deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) e do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Os dados vão desde janeiro de 2013 até setembro de 2020.

Em Minas e Energia, os militares ocupam 10,8% dos cargos comissionados. Nas Comunicações, são 10,1%. O contingente também é expressivo no Meio Ambiente (8,3%) e na Saúde. Após a nomeação do general Eduardo Pazuello para o comando da pasta, o percentual de militares no ministério pulou de 2,7% para 7,3%.

A menor presença está nos ministérios da Agricultura (0,9%), Direitos Humanos (0,6%) e Relações Exteriores (0,5%). O levantamento excluiu o Ministério da Defesa.

A ocupação dos ministérios por militares aumentou após a deposição da presidente Dilma Rousseff. Em 2013, os integrantes de Exército, Marinha e Aeronáutica ocupavam cerca de 4,5% dos cargos comissionados na Infraestrutura, 2,6% na Presidência e 1,4% na Cidadania. Os demais ministérios tinham nenhum ou poucos militares.

Quando Dilma foi afastada, a Presidência tinha 2,3% dos cargos comissionados ocupados por militares; na Infraestrutura, eram 1,6%. Nos demais ministérios, menos de 1%. A proporção foi crescendo no Governo Temer, alcançando 7,8% na Presidência, 3,5% na Justiça e 2,3% em Ciências e Comunicações. O maior salto ocorreu no Governo Bolsonaro.

Há vários níveis e tipos de cargos comissionados. Direção e Assessoramento Superiores (DAS), dos mais concorridos, paga gratificações que vão de R$ 2.701,46 a R$ 16.944,90. O maior valor, Cargo Comissionado de Presidente (CPAGLO), tem remuneração de R$ 22.100,00. Em junho de 2020, existiam 84.470 cargos e funções comissionados no Executivo federal.

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