Militares para garantir o racismo

Trump ameaça conter ‘rapidamente’ os protestos populares.

Internacional / 22:57 - 1 de jun de 2020

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Enviar militares às ruas do país para conter “rapidamente” os protestos contra o racismo, foi mais uma ameça feita pelo presidente norte-americano Donald Trump. Nesta segunda-feira, em pronunciamento, afirmou que as ruas dos EUA foram tomadas por “anarquistas profissionais”, criticando duramente as manifestações.

Se uma cidade ou estado se recusar a tomar ações necessárias para defender a vida e a propriedade de seus residentes, então eu enviarei as Forças Armadas rapidamente e rapidamente o resolverei o problema para eles”, disse Trump.Enquanto Donald Trump discursava, policiais reprimiam manifestantes nas imediações da Casa Branca:

Nossa nação foi dominada por anarquistas profissionais, multidões violentas, incendiários, saqueadores, criminosos, manifestantes, Antifa e outros”, disse Trump no jardim da Casa Branca, ao mesmo tempo em que protestos ocorriam nos arredores.

Assim como já havia afirmado em sua conta no twitter, o presidente classificou as manifestações como ato de terrorismo. “Estes não são atos de protesto pacífico, são atos de terror”, disse Trump. “Não podemos permitir que os gritos justos e os manifestantes pacíficos sejam abafados por uma multidão enfurecida”, acrescentou.

 

Facebook

 

As postagens de Donald Trump, que foram destacadas no Twitter com a alerta de desinformação, geraram efeito também no Facebook. Após não dar uma resposta no mesmo nível, funcionários da empresa têm se revoltado contra a recusa de Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, em tomar ações contra falas do presidente dos Estados Unidos.

Na última terça-feira (26/05), o Twitter incluiu links com vericiação de fatos em tuítes do presidente Trump. Já na sexta, ele fez publicações que foram marcadas pela rede social como conteúdo que incita a violência. No Facebook, a mesma postagem foi feita, mas nenhuma ação foi tomada.

Zuckerberg afirmou que, sobre as falas recentes do presidente dos EUA, discorda da interpretação do Facebook. Ele disse que a postagem não infringiu as políticas da sua plataforma e não seria removida.

Ele ainda disse discordar do presidente, mas “que as pessoas devem ser capazes de ver isso por si mesmas”. Em uma das publicações, Trump disse: “Quando os saques começam os tiroteios começam”. A fala é tida como uma declaração de guerra a criminosos, incluindo a morte como forma adequada de lidar com eles. Trump negou este teor na mensagem.

Com isto, os funcionários do Facebook se revoltaram com a recusa de Zuckerberg em agir contra as falas de Trump. Nas redes sociais, eles têm demonstrado descontentamento com a postura do chefe.

O que dizem os Facebookers: “Mark está errado, e vou me esforçar da maneira mais barulhenta possível para mudar sua mente”, escreveu o diretor de design de produtos do Facebook News, Ryan Freitas.

 

 

Hong Kong

 

A China disse nesta segunda-feira ao governo dos Estados Unidos que vai dar uma resposta firme após os anúncios do presidente Donald Trump, que deseja limitar a entrada de cidadãos chineses em seu país e impor sanções comerciais a Hong Kong.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, disse que seu país se opõe com firmeza às ações dos EUA.

As medidas anunciadas interferem gravemente com os assuntos internos da China, danificam as relações EUA-China e prejudicarão os dois lados. A China se opõe com firmeza a isto”, disse Zhao, citado pela agência Reuters.

O ministro ainda falou que a China prepara um “contra-ataque firme”. “Quaisquer palavras ou ações dos EUA que prejudiquem os interesses da China se depararão com um contra-ataque firme da China”, afirmou. Na semana passada, o Parlamento chinês votou pela imposição de uma lei de segurança nacionnl para Hong Kong.

 

 

 

 

 

 

 

 

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