Mills oferece remuneração média 32% acima da referência

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(foto: divulgação)

A Mills, empresa B certificada no mercado de locação de equipamentos e soluções de engenharia, passou a enquadrar 100% de seus colaboradores no conceito de salário digno, conforme metodologia internacional reconhecida pelo B Lab. A decisão foi implementada em julho de 2025 e consolida ajustes iniciados em 2024.

O conceito de salário digno é promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) por meio do Pacto Global. No Brasil, algumas empresas já adotaram práticas semelhantes em setores distintos, como Natura, Unilever, Heineken, Banco do Brasil e Vivo. No segmento de locação de equipamentos e soluções de engenharia, a Mills afirma ser a primeira companhia a aplicar a metodologia de forma integral.

O salário digno (Living Wage) é definido como o valor mínimo necessário para que uma pessoa e sua família tenham acesso a condições básicas de subsistência, incluindo alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, energia, água potável, vestuário e despesas imprevistas. A diferença para o salário-mínimo se dá porque considera custo de vida regional, composição familiar média, impostos e indicadores sociais.

“Somos signatários do Pacto Global da ONU e entendemos que o salário digno é parte fundamental dessa agenda. Esse olhar ativo para iniciativas sociais está mudando a forma como as empresas atuam, porque conecta diretamente gestão de pessoas, responsabilidade social e futuro do trabalho”, avalia Kleber Racy, diretor de Gente & Gestão, Sustentabilidade e SSMA.

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Racy acredita que medidas como essa não apenas garantem condições básicas aos trabalhadores e suas famílias, mas também criam referências para o setor empresarial brasileiro.

A metodologia escolhida pela Mills foi a Wage Indicator, banco de dados que cobre 2.621 regiões em 165 países e que é utilizada como referência em processos de Certificação B. No Brasil, a atualização mais recente foi aplicada pela Mills em 2025, considerando ajustes nos pisos salariais e benefícios já existentes.

Agenda ESG

De acordo com as diretrizes da Wage Indicator, o cálculo do salário digno leva em conta salário-base, adicionais pagos em dinheiro, proporcionalidade de 13º salário e férias, bônus anuais e benefícios de: moradia, alimentação, transporte, educação e saúde.

O valor destes benefícios que entram na composição não pode ultrapassar 25% do total pago em dinheiro. Na Mills, os salários abaixo de R$ 5.500 passaram a ser acompanhados de incrementos por meio de participação nos lucros e benefícios.

O processo de adequação exigiu revisão de pisos salariais em diferentes regiões. A comparação mostrou que, após a mudança, todos os colaboradores ficaram acima da referência de salário digno estabelecida pela metodologia.

A partir de 2025, todos os colaboradores passaram a receber pelo menos 32% acima do salário-mínimo nacional no caso de São Paulo e Distrito Federal, e 27,5% acima do salário-mínimo nos demais estados. O objetivo é assegurar condições adequadas de vida para os trabalhadores e suas famílias, conectando remuneração justa, responsabilidade corporativa e futuro do trabalho.

“Mais que adequar pisos, tratamos de garantir condições básicas para todos. O salário digno conecta nossa gestão de pessoas à responsabilidade social, reforçando que remuneração justa deve ser parte da agenda de qualquer empresa”, pontua Kleber Racy.

A companhia possui um modelo de negócio que, há mais de 73 anos é reconhecido pela qualidade e excelência de seus produtos, serviços e operações. Com atuação em mais de 1.400 cidades em todo o Brasil, a Mills busca continuamente parcerias de longo prazo com clientes e fornecedores.

É certificada como Empresa B, titulação concedida pela organização internacional B Lab e que avalia critérios como governança, impacto ambiental e social, práticas de transparência e responsabilidade. É vencedora do Iapa Awards 2025 na categoria “Sustentabilidade”.

Também integra o índice ICO2 B3, composto das ações e units exclusivamente de companhias listadas na B3 que atendam aos critérios de inclusão descritos na metodologia. Na B3 está também no índice IGPTW B3, resultado de uma carteira teórica de ativos elaborada de acordo com as empresas certificadas e as melhores empresas para trabalhar, a partir do ciclo do ranking nacional, ambos preparados pela Great Place to Work (GPTW). Integra ainda o IDIVERSA B3 o ranking Teva Mulheres na Liderança.

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