Minha Casa, Minha Vida responde por metade dos lançamentos de imóveis em SP

Queda de juros e mudanças no Minha Casa levam setor de imóveis em SP a crescimento; meu imóvel vê buscas subirem 44%

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Imóveis em São Paulo, SP
Prédios em São Paulo (foto ABr)

Quase metade dos imóveis vendidos na cidade de São Paulo em 2023 foram do tipo econômico (enquadrados nos parâmetros do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida – MCMV). Nos lançamentos, a participação dos segmentos em unidades foi de 50%.

O Balanço do Mercado Imobiliário 2023 foi divulgado na manhã desta quarta-feira pelo Secovi-SP, sindicato do mercado imobiliário paulista. A entidade apresentou ainda as perspectivas para 2024.

De acordo com dados do departamento de Economia e Estatística do sindicato, apurados junto às incorporadoras associadas, a cidade de São Paulo encerrou o ano com 76.145 unidades comercializadas e 73.249 unidades lançadas.

Em valores, as vendas totalizaram R$ 43,9 bilhões, dos quais 80% de outros mercados e 20% do segmento econômico (MCMV). Os lançamentos atingiram R$ 44 bilhões no ano, sendo 79% de outros mercados e 21% de econômicos.

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A oferta disponível na capital paulista em dezembro era de 63.634 unidades. “Com as vendas superando os lançamentos, o estoque obviamente vem caindo. Considerando o atual estoque, o escoamento da oferta é previsto em 12 meses para o segmento de outros mercados e de 8 meses para os imóveis enquadrados no Minha Casa, Minha Vida”, assinala Ely Wertheim, presidente-executivo do Secovi-SP, durante a coletiva, que teve ainda a participação do economista-chefe da entidade, Celso Petrucci.

Perspectivas para imóveis em SP

A manutenção da queda da taxa básica de juros, a continuidade da redução nos níveis de desemprego, aliadas às mudanças promovidas no programa Minha Casa, Minha Vida e o orçamento recorde do FGTS (com perspectivas de melhorias), estão entre os fatores que influenciam positivamente as expectativas do setor para este ano.

Mantido esse quadro, a projeção é que de os lançamentos e as vendas apresentem crescimento até 5% no segmento de outros mercados e de 5% a 10% nos econômicos (MCMV).

“O ambiente hoje é muito mais favorável do que em janeiro de 2023, quando a confiança estava em baixa, a taxa de juros em alta e o cenário político era cercado de incertezas”, observa Wertheim.

O quadro favorável também se reflete na Bolsa de Valores. Uma recente pesquisa realizada pela consultoria Elos Ayta apontou um crescimento de 64,6% no valor de mercado das empresas do setor imobiliário em 2023, somando um total de R$ 45,7 bilhões.

O teto de financiamento do Minha Casa, Minha Vida passou de R$ 264 mil para R$ 350 mil, e o prazo de pagamento do financiamento pela Caixa Econômica Federal aumentou de 360 para 420 meses.

Setor imobiliário é destaque na Bolsa

Construtoras e incorporadoras, além de comemorarem o crescimento em 2023, apostam em um ritmo forte em 2024. Para a plataforma Meu Imóvel, o ano já começou aquecido, e as buscas por imóveis no site e app aumentaram 44% em relação a dezembro.

“Após um período de desafiador pós pandemia, em 2023 tivemos a retomada das vendas e lançamentos das construtoras, além do início de queda dos juros, que pode potencializar negócios daqui pra frente. A tendência é que o setor continue aquecido ao longo desse ano e a procura por imóveis crescer gradativamente”, observa o cofundador e CFO do Meu Imóvel, José Eduardo Pizzotti Machado.

Dentre as construtoras e incorporadoras que tiveram grande valorização na Bolsa de Valores está a Cyrela, que é uma das parceiras da plataforma Meu Imóvel. Segundo o diretor de Incorporação da regional sul da construtora, Luiz Paludo, o cenário para transações imobiliárias é promissor para 2024 e deve continuar em alta.

“O crescimento do mercado em 2023 já respondeu à queda nas taxas de juros e indica uma retomada do setor imobiliário. Prevemos que 2024 será um ano de crescimento. Estamos comprometidos a colocar no mercado lançamentos que temos confiança no desempenho comercial. Na regional sul, estamos otimistas. Planejamos lançamentos a partir de fevereiro e um bom volume ao longo do primeiro semestre”, adianta Paludo.

No último ano, a Cyrela registrou o maior crescimento no valor de mercado (83,67%) entre as incorporadoras listadas na Bolsa em termos absolutos.

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