Ministro decreta: 2021 acabou

Ao adiar de maio para setembro o fim da vacinação de todos os grupos prioritários, pelo Programa Nacional de Imunização, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sem querer se intrometeu na seara do colega da Economia, Paulo Guedes. Com o adiamento, ele decretou oficialmente o fim de 2021.

O grupo prioritário soma 77 milhões de pessoas. Para se atingir um nível seguro, imunologistas estimam algo em torno de 70% da população, ou cerca de 140 milhões. Se o grupo fora da prioridade começar a ser vacinado em setembro e receber a segunda dose em dezembro, só estará protegido em janeiro.

Se o ritmo de vacinação atingisse 1 milhão de pessoas por dia, levaria pouco mais de dois meses para vacinar os 63 milhões que faltariam para se atingir um grau de segurança. Ou seja, primeira dose em novembro, segunda em fevereiro, imunidade em março. O risco é 2022 ir pelo mesmo caminho.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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