Ministro supremo

Preocupa a inflação? Uma pitada de humor, então.

Conversávamos à mesa sobre os males acarretados pelo aumento generalizado dos preços dos bens e dos serviços quando um dos filhos disparou a rir. É verdade que no curto e médio prazos, a inflação (que um dia, foi chamada de carestia) não é um mal para todos. Sabe por quê? Por que ela é também um processo de transferência de renda dos mais pobres e vulneráveis para os mais ricos e defendidos. Mas daí a achar o assunto engraçado…

A explicação veio logo. Alguém se lembrara de uma antiga personagem de programas infantis de TV, o senhor Silva Sauro, quando a sua candidatura a um especulativo cargo de “ministro supremo” fora apresentado. A plataforma da candidatura seria uma absurda política econômico-social inflacionária e concentradora.

Na sua justificativa, presume uma agressiva política fiscal com incidência concentrada sobre os mais pobres e distributiva pois, presume-se, por considerar que, sob determinadas condições de marcha ou caminhada, a riqueza concentrada nos bolsos dos mais ricos cairia no chão, para a alegria dos mais pobres. É, só rindo… da mesma forma que algumas políticas públicas…

Quatro denominações resumem o entendimento mais elementar e acadêmico sobre os drives da inflação:

1 – aumento na demanda por bens e serviços, em proporção maior do que a oferta pode suprir;

2 – aumentos, ou pressões nos custos de produção;

3 – inércia e expectativas de inflação futura; e

4 – aumento desregrado na emissão de moeda.

Qual seja a denominação, é importante notar que empresa que aufere ganhos derivados da inflação (de faturamento, de market share, de falhas de mercado, de concentração, de subtração de direitos trabalhistas ou qualquer outro ganho) incide em atitude lesiva ao interesse coletivo de forma indisfarçavelmente consciente. Assim como o ministro supremo eleito, o Sr. Silva Sauro.

 

6 de agosto

Na História da Humanidade, somente um país teve a coragem de cometer uma barbaridade como esta.

 

13 de agosto, Dia do Economista

Razão de afirmar tantas vezes “ninguém é perfeito”.

Paulo Márcio de Mello
Servidor público professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

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