Para isso, Trump não serviu de exemplo

Demora não é da Caixa; é falta de vontade do governo em pagar.

A Força Sindical acusa o Governo Bolsonaro de fazer corpo mole e deixar milhões de trabalhadores na fila da CEF sem receber a renda emergencial de R$ 600. Mais de 75 milhões de brasileiros solicitaram o benefício aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, mas, segundo informações da Caixa, até o momento, 20 dias após a aprovação e mais de 40 depois de iniciado o confinamento em São Paulo, somente receberam o auxílio cerca de 44 milhões de pessoas.

Levantamento do próprio Tesouro comprova que só foram gastos (até dia 27) 22% dos R$ 252 bilhões autorizados pelo Congresso para as várias ações de combate à crise causada pela pandemia, entre elas o Auxílio Emergencial. Como Bolsonaro brecou a antecipação da segunda parcela de R$ 600 antes que todos recebam o primeiro pagamento, já se pode antever mais atrasos.

Nunca é bom esquecer que o governo, Paulo Guedes à frente, queria pagar um total de apenas R$ 600, em três parcelas de R$ 200; o valor foi triplicado pelo Congresso. Bolsonaro, semana passada, tachou o ministro de insensível em relação ao sofrimento dos mais necessitados, mas dá seu aval a tudo o que ele faz.

Nos EUA, o ídolo bolsonarista Donald Trump mandou um chequinho de US$ 1,2 mil para cada norte-americano, sem burocracia, pelos Correios.

 

Filas

As humilhantes filas nas imediações das agências da Caixa para quem busca receber os R$ 600 aprovados pelo Congresso e regateados pelo Governo Federal não deveriam surpreender.

Primeiro, porque Paulo Guedes, como disse Bolsonaro, não tem sensibilidade.

Segundo, porque o presidente parece querer ver o circo pegar fogo.

Terceiro, porque é assim tratada a senzala desde o século XVI.

 

Não é a cloroquina, estúpidos

O resultado de estudo clínico dos EUA com mais de mil pacientes gravemente infectados com o coronavírus em 75 hospitais em todo o mundo concluiu que os doentes que foram tratados com Remdesivir apresentaram recuperação 31% mais rápida do que aqueles que apenas receberam um placebo. O tempo de recuperação diminui de 15 para 11 dias, e os cientistas sugerem que o medicamento pode ter influência na sobrevivência. Convenientemente, o remédio é patenteado por um laboratório norte-americano, o Gilead.

A curiosidade é saber quem pagará as importações de produtos químicos da Índia para o Exército brasileiro produzir “milhões de comprimidos” de cloroquina. Também saber o que o Governo Bolsonaro – que acreditou no Trump, aquele que receitou que as pessoas injetassem desinfetante para se livrar do vírus – fará com toda essa cloroquina sem utilidade.

Para sorte dos cofres públicos, toda essa “esperteza” do governo brasileiro era só fanfarronice nas redes.

 

Estranho no ninho

Este escriba estará sempre na 1ª posição da fila dos que criticam Paulo Guedes à frente do Ministério. Mas não pode deixar de elogiar a coragem do ministro de ser o único a usar máscara na coletiva de Bolsonaro, perante os colegas que dava exemplo de irresponsabilidade social.

 

Minha Casa

A MRV está construindo uma passarela para pedestres na Avenida Brasil, altura do bairro de Campo Grande, uma das intervenções orçadas em R$ 14 milhões em melhorias que beneficiarão o entorno de seu empreendimento Ritmos Cariocas, localizado na via de maior movimento do Rio de Janeiro.

 

Rolagem

Dívidas públicas internas não são pagas. São renovadas e se tornam irrelevantes com o crescimento da economia.” Declaração de, quem diria, André Lara Resende, banqueiro, economista, ex-presidente do BNDES, ex-diretor do Banco Central, ex-tucano, que está batendo mais que o PT.

 

Rápidas

A Divisão de Teatros da Uerj traz mais uma peça para a família nesse feriado e final de semana: a Cia Theatrum Mundi apresenta o espetáculo infanto-juvenil Os Contadores. Acesse aqui *** Na próxima quarta-feira, a partir das 8h30, a Facha realizará a palestra “Gestão de Crises em Comunicação” com o jornalista Flávio Castro, sócio-diretor da FSB Comunicação. O aceso será divulgado no site oficial da instituição de ensino *** A convite do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), o ministro Alexandre Agra Belmonte, do TST, participará nesta sexta-feira, às 10h30, de debate ao vivo, no Zoom, sobre “O 1º de maio e os desafios para o mundo do trabalho”.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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