Modalmais – Abertura 30.05: boa fase dos mercados domésticos

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No último fechamento (29 de maio), novamente, a Bovespa conseguiu andar na contramão dos principais mercados importantes do exterior, mas com alta mais modesta de 0,18%, e índice em 96.566 pontos. Pelo terceiro pregão seguido. No exterior (Europa e EUA), mercados em queda e dólar no Brasil em baixa de 1,18%, vazando o patamar de R$ 4 e fechando em R$ 3,975.

Incertezas externas justificam quedas, com a inversão da curva de juros americana sinalizando possibilidade de recessão mais para frente. No Brasil, melhora do clima político induz a recuperação. Hoje mercados da Ásia operaram e fecharam em quedas. Europa com boa alta nesse início de manhã, mas pouco abaixo das máximas já atingidas e futuros do mercado americano em boas altas. Na Bovespa, se conseguirmos passar o patamar de 96.600 pontos, o próximo objetivo a ser ultrapassado estará na proximidade de 97.700 pontos.

No exterior, ainda pesam problemas com o Brexit e sucessão de Theresa May e negociações emperradas entre EUA e China. Com a China endurecendo e falando de soberania. Como pano de fundo, a desaceleração global. Na Argentina, Macri atravessa sua quinta greve geral. Argentina que é nosso vizinho e bom cliente.

O BOE (BC inglês) indica que a perda com o Brexit não compensa no curto prazo melhora do comércio global. No mercado externo, o petróleo WTI negociado em Nova Iorque mostrava alta de 0,20%, com o barril cotado a US$ 58,93, mas já um pouco afastado da máxima mais cedo. O euro era transacionado em alta para US$ 1,114 e notes americanos de 10 anos com juros em alta para 2,26%. Ouro e prata mostravam quedas na Comex e commodities agrícolas com viés de queda.

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No Brasil, a Câmara seguiu votando medidas e aprovou a Medida Provisória 871. MP de fraudes no INSS e também pente fino nos benefícios. O Senado segue limpando a pauta e medidas vão para sanção do presidente Bolsonaro. Segundo o governo, a reforma tributária deve ser encaminhada em vinte dias e antes disso, em 3 de junho, o BC divulga algumas medidas para o mercado de capitais e setor imobiliário.

A FGV anunciou o IGP-M fechado do mês de maio com a inflação desacelerando para 0,45% (anterior em 0,92%) e acumulando alta em 2019 de 3,56%. Em 12 meses, a inflação pelo indicador está em 7,64%. O índice veio menor que o previsto.

Os mercados estão de olho na divulgação do PIB do primeiro trimestre que pode mostrar contração de 0,1%. A média das projeções indica -0,2%. De qualquer forma, o resultado fraco deve suscitar novas revisões em queda do PIB do ano, com algumas instituições já projetando +0,8% para 2019, inferior mesmo ao "pibinho" de 2018 de 1,1%.

No mercado, a Bovespa pode seguir em recuperação, mesmo com algumas realizações de lucros recentes, dólar ainda fraco e juros em queda. Nos EUA, teremos nova leitura do PIB do primeiro trimestre.

Bom dia e bons negócios.

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Alvaro Bandeira

Economista-chefe do Banco Digital Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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