Os mercados acionários reagiram mais fortes na parte da tarde da última quinta-feira, dia 6 de junho. O Ibovespa registrou valorização de 1,26%, com o índice em 97.204 pontos. O comportamento do mercado americano ajudou e o petróleo recuperando alta. No Brasil, na medida em que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) iam votando sobre a necessidade de aval do Congresso para venda de estatais e subsidiárias, a Petrobras subia.
Hoje mercados abertos na Ásia operaram e fecharam em altas, Bolsas europeias trabalhando no campo positivo desde o início do dia e futuros do mercado americano em alta. Na Bovespa, seria bom que conseguíssemos ultrapassar novamente o patamar acima de 98 mil pontos (fechamos perto), para liberar a busca do patamar de 100 mil pontos, anteriormente conquistada.
Voltando ao Brasil, o STF determinou que subsidiárias de estatais não precisam de aval do Congresso para serem alienadas e isso traz segurança jurídica importante. O ministro Fachin liberou a TAG da Petrobras para ser vendida.
No exterior, o vice-presidente americano Pence se disse encorajado com a proposta do México para combate da imigração ilegal e segurança de fronteira. Vão reforçar ainda com tropas. Governadores distribuíram carta querendo a inclusão dos Estados na reforma da Previdência.
Bolsonaro, Macri e Paulo Guedes anunciaram que estão próximos de um acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Chegaram mesmo a falar em moeda única entre Argentina e Brasil. Aos poucos as coisas vão andando ainda que o presidente Bolsonaro não tenha uma agenda. Mas a equipe econômica certamente possui essa agenda.
A gigante chinesa de tecnologia Huawei disse que os EUA seriam prejudicados sem a tecnologia chinesa, e anunciaram acordo para implantar tecnologia 5G na Rússia. No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em Nova Iorque mostrava alta de 1,14% com o barril cotado a US$ 53,19. O euro era transacionado em queda para US$ 1,126 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros 2,12%. O ouro e a prata em quedas na Comex e commodities agrícolas com viés de queda na Bolsa de Chicago.
Na Alemanha, a produção industrial de abril mostrou contração de 1,9%, quando o esperado era queda de 0,5%. O saldo da balança comercial de abril mostrou superávit de 17 bilhões de euros, mas a economia no país está em desaceleração. Tanto é verdade que o Bundesbank (BC Alemão) reduziu a projeção de crescimento de 2019 para 0,6%, de anterior em +1,6%. A OPEP parece ter a intenção de manter o corte de produção e isso mexe positivamente com as cotações do óleo.
A Odebrecht renegocia suas dívidas com o setor financeiro e estuda recuperação judicial, e bancos tiveram queda por conta da exposição ao risco, mas ajustaram mais do que o necessário, pois a grande dívida pertence a Braskem que tem situação financeira razoável.
Na economia, a FGV anunciou o IGP-Di de maio em desaceleração para 0,40% (anterior em 0,90%), acumulando no ano 3,75% e em 12 meses com 6,93%. A inflação oficial de maio pelo IPCA anunciada pelo IBGE caiu para 0,14% (no patamar inferior das previsões), acumulando alta no ano de 2,22% e em 12 meses com 4,66%. Foi a menor inflação para o mês desde 2006.
No mercado, dia de DIs em queda para os principais vencimentos, dólar começando o dia com leve queda de 0,27% e cotado a R$ 3,872. Bovespa com tendência de alta. Atenção para o comportamento de Petrobras.
Bom dia e bons negócios.
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Alvaro Bandeira
Economista-chefe do Banco Digital Modalmais















