Mercados realizando mais forte na sessão desta quinta, já desde a madrugada nas Bolsas asiáticas, passando pela Europa e terminando nos mercados americanos e na Bovespa. A tendência dominante veio do exterior com investidores estressados, índice VIx (do pânico) em forte alta nos EUA e declarações negativas. No Brasil, o Congresso seguiu trabalhando na discussão e matérias de interesse do governo. Além da Medida Provisória 870 da reforma administrativa com supressão de ministério, que foi aprovada na Câmara e o Senado deve votar até terça-feira, dia 28 de maio. O senado deve votar também a MP das empresas aéreas.
A ata do BCE (BC europeu) anotou moderação na atividade global e fraqueza no comércio e avaliou que os principais riscos e incertezas da economia global derivam do Brexit e ameaça protecionista. O secretário de Trump, Mike Pompeo, disse não saber quando será firmado acordo com a China, mas que isso seria bom para o mundo. O secretário do Tesouro, Mnuchin, declarou que não sabe quando haverá nova reunião com os chineses em Pequim e que as relações pioraram um pouco.
Fato importante foi a mudança de posição dos EUA com relação ao Brasil em formalizar apoio para ingressar na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A entidade diz que agora enxerga o Brasil com outros olhos. Ainda nos EUA, o índice de atividade industrial de Kansas de maio caiu para 4,0 pontos, quando o esperado era 7,0 pontos. O PMI da atividade industrial de maio caiu para 50,6 pontos, no limiar entre contração e expansão da atividade que ocorre nos 50,0 pontos.
Na China, o departamento de relações exteriores se disse aberto para retomar negociações com os EUA e acertar alguns pontos. O PBoC (o Banco Central chinês) disse ter instrumentos para lidar com as flutuações da moeda iuane. No mercado, o petróleo teve dia de forte queda, depois de aumento dos estoques nos EUA na semana anterior. O óleo WTI negociado em Nova Iorque mostrava queda de 5,78%, com o barril cotado a US$ 57,87. O euro era transacionado em alta para US$ 1,118 e notes americanos de dez anos com taxa de juros de 2,29%, em forte queda e corroborando com a ampliação da aversão ao risco.
No segmento local, a Receita Federal divulgou que a arrecadação de abril foi de R$ 139,03 bilhões, ainda abaixo do nível registrado em 2014, mas com previsão de que possa fechar 2019 com crescimento real de 1,0% ou 1,5%. A desaceleração da economia tem inibido bastante a arrecadação. O ministro Albuquerque do Ministério de Minas e Energia disse que pelo
Conselho Nacional de Politica Energética (CNPE) está tudo certo para leilão de parte da cessão onerosa em outubro. E as discussões com a Petrobras estão aceleradas.
Do lado político, Rodrigo Maia deve terminar a votação da Medida Provisória 870, na parte que se refere aos auditores fiscais e encaminhar para votação no Senado, que como dissemos deve ser votada em 28 de maio. O governo vai deixar algumas Medidas Provisórias caducarem para fazer por Projeto de Lei.
No mercado, os DIs terminaram o dia com taxa de juros em queda para os principais vencimentos e o dólar fechou com alta de 0,17% e cotado a R$ 4,05. Na Bovespa, na sessão de 21 de maio, e depois de muitos saques, os investidores estrangeiros voltaram a alocar recursos no montante de R$ 168 milhões, com as saídas de maio em R$ 5,6 bilhões e saída líquida também no ano de R$ 5,1 bilhões.
No mercado acionário, dia de queda para a Bolsa de Londres de 1,41%, Paris com -1,72% e Frankfurt com -1,71%. Madri e Milão com perdas de respectivamente 1,12% e 2,05%. No mercado americano, dia de queda do Dow Jones de 1,11% e Nasdaq com -1,58%. Na Bovespa, queda de 0,48% acelerando mais para o meio da tarde, e índice em 93.910, pontos. Petrobras foi destaque negativo com o aumento dos estoques americanos na semana passada.
Na agenda desta sexta, teremos a prévia da inflação oficial pelo IPCA-15 de maio com previsão ao redor de 0,43%. Sai ainda a confiança do setor de comércio. Nos EUA, as encomendas de bens duráveis de abril.
Boa noite e até amanhã.
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Alvaro Bandeira
Economista-chefe do Banco Digital Modalmais
















