Modelo de privatização da Cedae deixa gastos com o Estado

Quem mora em área sem água ganha 85% menos do que quem tem acesso aos serviços básicos.

Conjuntura / 20:34 - 25 de set de 2020

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É preciso desconstruir o discurso que a privatização da Cedae vai gerar 28 mil empregos. “Quantos trabalhadores da empresa serão afetados? A proposta do BNDES para privatização da Cedae, da forma como está, deixa muitas brechas para que não haja melhoria nas condições de saneamento e de abastecimento de água. As condições de saúde e de vida só vão piorar com a privatização da Cedae’, acredita a educadora popular e representante da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional, Caroline Rodrigues.

Em reunião online com o tema “Água e Saneamento são direitos e não mercadoria”, realizada pela Frente Parlamentar Contra as Privatizações e em Defesa da Economia, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a deputada Mônica Francisco (Psol), presidente da Frente, lembrou que, “em média, quem mora em áreas sem água potável e saneamento básico ganha 85% menos do que os moradores que vivem em locais com acesso a esses serviços básicos”.

Integrante do Movimento Popular de Favelas, Heitor Silva acredita que o modelo de privatização da Cedae será o mesmo já imposto aos trens e metrô. “Os gastos públicos são bancados pelo estado e o lucro vai todo para as empresas privadas. Será assim, certamente, com os serviços de água e saneamento básico”, enfatizou.

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