Moeda chinesa se fortalece ante dólar norte-americano

Atinge uma nova alta de 16 meses ante a moeda dos Estados Unidos.

Mercado Financeiro / 23:31 - 17 de set de 2020

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A taxa de paridade central da moeda chinesa, o renminbi (RMB), ou iuan, se fortaleceu em relação ao dólar norte-americano nesta quinta-feira, atingindo uma nova alta de 16 meses ante a moeda dos Estados Unidos.

O iuan se fortaleceu em 150 pontos, para 6,7675 contra o dólar norte-americano, o nível mais forte desde 9 de maio de 2019, de acordo com o Sistema do Comércio de Divisas da China. No mercado cambial à vista, o iuan pode aumentar ou cair 2% ante a taxa de paridade central a cada dia de negociação.

A taxa de paridade central do yuan contra o dólar americano é baseada na média ponderada dos preços oferecidos pelos formadores de mercado antes da abertura do mercado interbancário em cada dia de negociação.

Após a valorização contínua, a taxa de câmbio do RMB em relação a uma cesta de moedas ainda está dentro da faixa razoável, de acordo com Li Liuyang, analista sênior do China Merchants Bank.

Li prevê que a taxa de câmbio efetiva do yuan amplie sua trajetória ascendente, impulsionada por mais fatores positivos nos fundamentos econômicos da China no restante de 2020.

 

Crescimento

 

O premiê chinês, Li Keqiang, disse na terça-feira (15) que a China atingirá suas principais metas anuais e registrará um crescimento positivo do PIB em 2020. Ele fez as observações ao discursar no Diálogo Virtual Especial com Líderes Empresariais Globais, organizado pelo Fórum Econômico Mundial, com a presença de mais de 500 líderes empresariais.

A China conseguiu controlar rapidamente e efetivamente a Covid-19 e ao mesmo tempo garantir as necessidades básicas de vida das pessoas, disse Li, enfatizando que isso não tem sido fácil para um país em desenvolvimento com 1,4 bilhão de pessoas. “Essas conquistas foram possíveis devido aos esforços e sacrifícios extraordinários do povo chinês”, destacou.

Segundo a agência Xinhua, nas circunstâncias atuais, a economia está em recuperação, com mais de sete milhões de novos empregos criados em áreas urbanas e rurais desde o início do ano, observou ele, pedindo mais trabalho árduo para superar riscos e desafios.

 

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