Monitor do PIB aponta crescimento de 2,4% em julho

Consumo das famílias caiu 10,1% no trimestre móvel findo em julho, em comparação ao mesmo trimestre no ano anterior.

Conjuntura / 12:18 - 16 de set de 2020

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O Monitor do PIB, da Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta crescimento de 2,4%, na atividade econômica em julho, em comparação a junho e queda de 4,0% no trimestre móvel findo em julho, em comparação ao findo em abril. Na comparação interanual a economia apresentou queda de 6,1% no mês e queda de 8,9% no trimestre findo em julho.

A economia cresceu 2,4% em julho, na comparação com junho e apresentou queda de 6,1%, na comparação com julho de 2019. Na comparação interanual houve queda em duas (indústria e serviços) das três grandes atividades (agropecuária, indústria e serviços). Já na comparação ajustada sazonalmente houve crescimento das três. Pela ótica da demanda, o único componente a não apresentar retração na comparação interanual foi a exportação e na comparação com ajuste sazonal, a exportação e a importação foram as únicas que apresentaram retração.

A análise gráfica desagregada dos componentes da demanda foi feita na série trimestral interanual por apresentar menor volatilidade do que as taxas mensais e aquelas ajustadas sazonalmente, permitindo melhor compreensão da trajetória de seus componentes. No entanto, como as medidas de isolamento social em decorrência da pandemia de Covid-19 iniciaram-se em meados do mês de março, tendo significativos impactos na economia, durante o ano de 2020, após a usual apresentação da composição da taxa trimestral é apresentada, também, a desagregação da taxa mensal interanual destes componentes.

O consumo das famílias caiu 10,1% no trimestre móvel findo em julho, em comparação ao mesmo trimestre no ano anterior. Apesar de negativo, este resultado mostra tendência ascendente em relação a queda de 13,6% no segundo trimestre. Todos as categorias de consumo de bens apresentaram melhoras: com contribuições menos negativas do consumo de duráveis e de semiduráveis e crescimento de não duráveis (+0,6%). Em contrapartida, o consumo de serviços segue com forte retração no trimestre (-12,5%), e mesmo com resultado um pouco menos negativo foi a principal contribuição para a retração do total do consumo. As maiores quedas do consumo de serviços concentram-se em alojamento, alimentação e saúde privada.

Na análise mensal interanual, todas as categorias de consumo apresentaram taxas menos negativas e o único a ter taxa positiva em julho foi o de produtos não duráveis (3,5%). O consumo de produtos semiduráveis foi o que apresentou maior retração (-24,3%). O consumo de produtos duráveis apresentou retração de 2,6% e o consumo de serviços apresentou queda de 11,4%. Apesar de serem números baixos, são maiores do que os observados nos meses anteriores.

A formação bruta de capital fixo (FBCF) retraiu 7,8% no trimestre móvel findo em julho, em comparação ao mesmo trimestre de 2019. A retração mais expressiva foi a de máquinas e equipamentos (-18,1%), que explica majoritariamente a retração deste componente. Embora a retração de máquinas e equipamentos seja resultado de quedas generalizadas do segmento, as retrações observadas nos automóveis, camionetas, caminhões e ônibus foram as principais responsáveis pelo forte recuo do componente.

Na comparação interanual observa-se que o componente de máquinas e equipamentos foi o único que apresentou retração (-8,1%). Apesar de ser uma taxa negativa, é o melhor resultado deste componente desde março.

A exportação de bens e serviços cresceu 4,9% no trimestre móvel findo em julho, em comparação com o mesmo trimestre de 2019. Os principais destaques positivos que explicam esse crescimento foram os produtos agropecuários e da extrativa mineral com crescimentos de 33,3% e 20,0%, respectivamente. Entretanto, destacam-se também as fortes retrações da exportação de bens de capital (-34,4%), dos serviços (-20,9%).

O volume total exportado de bens e serviços cresceu em julho (7,9%). Resultado impulsionado pela exportação de produtos agropecuários, da extrativa mineral e pelos produtos industrializados. O setor de serviços apresentou queda de 31,4%.

Já a importação retraiu 20,0% no trimestre móvel findo em julho, comparativamente ao mesmo trimestre de 2019. As expressivas quedas de bens intermediários (-18,5%) e dos serviços (-37,3%) explicam grande parte desta retração. O principal destaque na retração da importação dos serviços deve-se às viagens internacionais.

Apenas a importação de produtos agropecuários apresentou resultado positivo. Os demais produtos apresentaram taxas negativas, o que resultou na queda de 29,3% da importação no mês de julho.

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