Moody"s tem nova postura

Acredite se Puder / 15:30 - 7 de jun de 2001

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Finalmente, a Moody"s Investors Service resolveu alterar sua política de rating de crédito, desvinculando a situação das companhias com a dos país onde se encontram baseadas e, dessa forma, a classificação das empresas poderá ser mais elevada. Por causa disso, a agência colocou sob revisão para possível elevação 38 instituições, financeiras na quase totalidade, e que se encontram espalhadas por 13 países, que são: Brasil, Chile, Argentina, México, Venezuela, Hong Kong, Índia, Malásia, Turquia, África do Sul, Líbano, Estônia e Letônia. A alegação da Moody"s é que houve a observação de que uma quantidade de governos que deixaram de efetuar pagamentos ou estando sob risco de descumprirem com sua própria dívida internacional, não vão necessariamente impor moratória de dívida geral que impediria as corporações merecedoras de crédito de honrarem suas obrigações. Assim, foi abandonada a teoria de que a função do teto do país é refletir o fato de que a dívida corporativa estrangeira poderia ser descumprida não porque as companhias individuais são insolventes, mas porque o país como um todo estava enfrentando uma crise monetária. E adotada a que o comportamento dos governos será mais flexível e as moratórias gerais podem nem sempre ser impostas. Estrangeiros serão beneficiadas No caso brasileiro, no entanto, a postura da Moody"s beneficia instituições financeiras, principalmente as estrangeiras. Por exemplo, com o rating atual B1 e sob revisão de elevação estão: ABN Amro Real, AGF Braseg, Barclays e Galicia,Bilbao Vizcaya Brasil, Citibank, CSFB Garantia, BankBoston, Sudameris, Lloyds Bank e Safra. Os brasileiros são: Bradesco, Banco do Brasil, Itaú, Unibanco e Votorantim. A única empresa nacional não financeira que consta da lista é a Petrobras. Depois de tomar conhecimento da relação das instituições que terão upgrade, nota-se que faz sentido a nova política da Moody"s: os bancos estrangeiros devem ficar imunes, de vez que são os maiores especuladores contra a economia brasileira. Embratel ultrapassada A diretoria da Embratel reclama do elevado índice de inadimplência. Os acionistas da empresa estão descontentes com a incapacidade dos responsáveis pela cobrança dívidas que podem provocar perda de R$ 300 milhões neste semestre. Acontece que tudo é bastante rudimentar na companhia. Por exemplo, seus clientes não podem tomar conhecimento através da Internet se estão incluídos na relação dos devedores. Até que a home-page da Embratel possui uma boa interface. Porém, para tirar qualquer dúvida, o usuário terá de preencher quilométrico formulário. Depois, não se sabe quando, receberá a resposta através de mensagem eletrônica. Pelo visto, os dirigentes da companhia ainda não sabem que poderiam disponibilizar on-line tais informações. Tudo faz dólar subir Agora, até a detenção de Carlos Menem, por causa do contrabando de armas para a Croácia e para o Equador, entre 1991 e 1995, está sendo utilizada como argumento. A maioria dos analistas, no entanto, acredita que haverá um impacto mínimo na economia do país, pois somente ocorrerá instabilidade econômica se a investigação chegar no ministro Domingo Cavallo.

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