Morais e materiais

A juíza da 2ª Vara do Trabalho de Cabo Frio deferiu o pagamento de indenização no valor de R$ 300 mil por danos morais para uma funcionária do banco Itaú/Unibanco. Em outubro de 2007, a bancária foi sequestrada com toda a sua família (marido e três filhos menores) dentro de casa e levada para um cativeiro, por um grupo de dez sequestradores fortemente armados. No cativeiro, ela recebeu instruções de como deveria agir para retirar o dinheiro que chegaria à agência onde trabalha na manhã seguinte. A advogada Cristina Stamato, do Escritório Machado Silva Consultoria Jurídica, afirmou que o banco foi condenado também a pagar R$ 3 mil por danos materiais, já que a bancária precisou instalar, em sua residência, equipamentos de segurança.

Virada
A inadimplência no comércio da Cidade do Rio de Janeiro cresceu 2,1% em 2008, em relação a 2007, de acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito do Clube de Diretores Lojistas (CDL-Rio). Apesar de ser o menor índice registrado nos últimos quatro anos, a alta reflete a crise internacional, já que nos primeiros meses do ano a tendência era de redução na inadimplência. Em dezembro de 2008 comparado com o mesmo mês de 2007, a inadimplência cresceu 2,2%.
As dívidas quitadas (que mostra o número de consumidores que colocaram em dia suas compras atrasadas) aumentaram 9,2% e as consultas (que indica o movimento do comércio) cresceram 9,6%.

Arrogância&servilismo
A administração italiana que reage com arrogância a uma decisão soberana do governo brasileiro em relação à concessão de status de refugiado político a Cesare Battisti é a mesma que se portou como cordeirinho ao enviar soldados de seu país para participar da invasão do Iraque para defender interesses de grandes empresas estadunidenses. Até abril de 2006, após três anos em solo iraquiano, 29 soldados italianos já haviam morrido, praticamente sete vezes mais do que o número de mortes atribuídos a Battisti. Essa, aliás, foi uma das principais causas da queda do penúltimo Governo Silvio Berlusconi, que caiu antes de completar o quarto ano no Iraque.

Perfumarias
Se as ameaças do Governo Berlusconi não têm finalidade meramente paroquiais, que tal o Governo Lula propor a suspensão das remessas de lucros e dividendos daqui para lá das empresas italianas? A medida seria acompanhada da proibição do acesso aos empréstimos com os juros camaradas do BNDES às empresas daquele país. Na política internacional, financiadores de campanha sempre são mais eficazes do que os diplomatas.

Mão única
A mesma posição poderia ser estendida pelo Governo Lula a empresas de países, como a Espanha e a Inglaterra, que têm tratado brasileiros a pontapés nas suas alfândegas. Afinal, se o slogan favorito da finada globalização era o fim das fronteiras, isso deve valer, não apenas para os capitais, mas para a livre circulação de pessoas.

A história se repetirá?
Como a história dá reviravoltas, os governos europeus que hoje criam obstáculos humilhantes aos emigrantes de países em desenvolvimento, com a recessão mundial que apenas engatinha, poderão, além de enfrentarem os problemas estruturais provocados pelo envelhecimento de populações que não se renovam, passarem à situação de exportadores de nacionais sem emprego em suas próprias terras. Como aliás, no caso do Brasil, no papel de receptor, aconteceu nos primeiros anos do século passado.

Alma do negócio
Ano passado, até outubro, os anúncios publicitários nos veículos de comunicação somaram R$ 17,4 bilhões, mais 15% em relação ao mesmo período de 2007. Os números, do relatório de investimentos em mídia, da editora Meio & Mensagem, mostram ainda que o faturamento publicitário da televisão cresceu 13,5%, e os jornais ganharam R$ 2,8 bilhões, um crescimento de 14,2%, e a receita com classificados aumentou 8,6%. O rádio teve ganho de 21,8% e o segmento revista, 19,2%.

Cadê a ANTT?
As condições do asfalto na BR 040 não condizem com o salgado pedágio cobrado dos usuários.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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