Morre no Rio de Janeiro, aos 88 anos, Millôr Fernandes

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Depois de várias internações, o humorista e escritor Millôr Fernandes, de 88 anos, morreu ontem à noite em casa, em Ipanema, na Zona Sul do Rio, de falência múltipla dos órgãos e parada cardíaca. Millôr era também desenhista, dramaturgo, jornalista e tradutor.
Nascido no bairro do Méier, na Zona Norte da cidade, o escritor gostava de contar que o sonho de sua mãe, de ter um filho chamado Milton, foi transformado por uma falha na grafia, no cartório, quando o pai foi registrá-lo. Em vez de Milton Viola Fernandes, o corte no T não saiu direito (só o final) e ficou parecendo um segundo L com a ponta fazendo as vezes do circunflexo sobre o “O”, uma grafia “duvidosa” entre Milton e Millôr.
Amanhã (29), a partir das 10h, o corpo será velado no cemitério Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária, do Rio. Em seguida, será cremado, como ele havia recomendado à família e a amigos.
Millôr escreveu seu primeiro livro aos 10 anos, depois não parou mais. Trabalhou em jornais e revistas. Na revista O Cruzeiro, durante anos a principal do país, ele assinou a coluna Pif-Paf.
Foi um dos fundadores do jornal O Pasquim, que se tornou emblema da crítica à ditadura (1964-1985). Como autor, escreveu peças de teatro, textos de humor e poesia, além de fazer exposições. Traduziu obras clássicas de Sófocles, Shakespeare, Molière, Brecht e Tennessee Williams.

Com informações da Agência Brasil

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