Movimento de cargas crescerá 17% no RJ

Em palestra no seminário intitula “Rio de Janeiro, uma economia dinâmica – Oportunidades de investimentos em transportes”, organizado pela Câmara de Comércio Americana, nesta sexta-feira, o presidente da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), Antônio Carlos Soares, revelou que os portos fluminenses deverão fechar o ano de 2004 com crescimento de 17%, comparando com o movimento de cargas registrado no ano passado. Somando os dois anos de gestão regional sob o governo Lula, os portos do estado terão crescido 41% em movimentação de cargas.
Até o final do ano, a Docas do Rio receberá R$ 10,2 milhões, a serem aplicados em obras emergenciais nos portos do Rio de Janeiro e de Sepetiba. Os R$ 2,7 milhões para o Porto do Rio servirão para obras de dragagem, melhorar o acesso ferroviário, construção de uma nova subestação elétrica, instalação de balanças rodoviárias e uma ferroviária, recuperação da pavimentação das vias internas e demolição do armazém frigorífico.
O Porto de Sepetiba receberá, emergencialmente, R$ 7,5 milhões, a serem aplicados em recuperação das vias internas, construção de viaduto de acesso ao porto na BR-101, duplicação da estrada de acesso ao porto, ampliação da capacidade do sistema ferroviário, entre outros pontos.

Agenda

A verba de R$ 10,2 milhões para os portos fluminenses, para liberação ainda este ano, faz parte da Agenda Portos, definida pelo governo federal, como forma de solucionar os principais gargalos da infra-estrutura portuária brasileira. O governo prevê investir mais R$ 220 milhões nos próximos dois anos em obras de infra-estrutura nos 11 principais portos do país, responsáveis por 89% das exportações brasileiras. O presidente da Docas do Rio explicou que as obras emergenciais tornarão possível a expansão das atividades portuárias dos quatro portos sob sua administração – os do Rio, Sepetiba, Angra dos Reis e Niterói.
“Paralelamente, estaremos tocando o nosso Programa de Arrendamento de Novas Áreas Portuárias, que só para Sepetiba prevê investimentos privados da ordem de US$ 626 milhões, gerando cerca de 16 mil empregos diretos e indiretos”, afirma.
O programa de arrendamentos ainda projeta investimentos de US$ 582 milhões para o Porto do Rio, gerando 23 mil novos empregos; US$ 210 milhões para Angra dos Reis, com a geração de 15 mil empregos; e US$ 8 milhões para Niterói, com 2.250 novos empregos.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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