MP denuncia Alckmin por lavagem de dinheiro, caixa 2 e corrupção

Tucano recebeu R$ 2 milhões da Odebrecht na campanha ao governo estadual em 2010 e R$ 9,3 milhões quando disputou a reeleição, em 2014.

Política / 11:07 - 23 de jul de 2020

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Uma semana depois de indiciado, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) foi denunciado pelo Ministério Público nesta quinta-feira por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica eleitoral (caixa dois) e corrupção passiva no âmbito da Operação Lava Jato, chamada Lava Jato Eleitoral. De acordo com a denúncia, o tucano recebeu, de forma indevida, R$ 2 milhões da empreiteira Odebrecht na campanha ao governo estadual em 2010 e R$ 9,3 milhões quando disputou a reeleição, em 2014.

Segundo a Folha de S. Paulo, "além do ex-governador, foram denunciados Marcos Monteiro, ex-tesoureiro do PSDB, e Sebastião Eduardo Alves de Castro, ex-assessor de Alckmin, e ex-executivos da Odebrecht que firmaram acordos de colaboração. As investigações foram iniciadas com base nas delações da Odebrecht e aprofundadas com outros elementos de prova pela Polícia Federal. Também usa depoimentos do ex-diretor do Metrô, Sérgio Brasil, que fechou acordo de delação premiada."

Na semana passada, quando foi indiciado, o PSDB, divulgou nota em defesa de Alckmin. "Governador quatro vezes de São Paulo, quase cinco décadas de vida pública, médico, Geraldo Alckmin sempre levou uma vida modesta e de dedicação ao serviço público. É uma referência de correção e retidão na vida pública. Tem toda a confiança do PSDB."

Os advogados de Alckmin consideram, na ocasião, o indiciamento "injustificável e precipitado". "A ele foram negados o prévio conhecimento dos fatos que teriam ensejado a instauração do inquérito, além do direito fundamental de se defender, assegurado pela Constituição a todo cidadão brasileiro. O ex-governador sequer foi chamado a prestar esclarecimentos que poderiam ter evitado o seu indevido e imerecido indiciamento" diz a nota assinada pelos advogados Marcelo Martins de Oliveira e José Eduardo Rangel de Alckmin.

"Por meio desta nota, além de expressar a sua indignação e reiterar o seu compromisso com os princípios de seriedade, transparência, probidade e modéstia pessoal com que sempre procurou atuar na vida pública, confirma a sua confiança na verdade, que haverá de prevalecer", acrescentam os advogados.

 

Com informações do Brasil 247, Folha de S. Paulo e Agência Brasil


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