As micro e pequenas empresas foram responsáveis por 64% dos empregos criados no país em janeiro. De um total de 112.334 postos de trabalho, 71.732 estavam nas MPEs. É o que aponta um estudo do Sebrae realizado a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, os dados confirmam o papel estratégico que os empreendedores brasileiros exercem na economia do país.
“De 2023 a 2025, as micro e pequenas empresas responderam por 78% do saldo de empregos da nossa economia. É um resultado extremamente significativo que reafirma a importância de assegurar um ambiente de negócios que estimule e dê suporte ao surgimento de novas empresas”, comenta.
Entre os setores da economia, a atividade que criou mais empregos entre as MPEs no último mês de janeiro foi a construção civil (36.337), seguida de serviços (30.064) e da indústria de transformação (28.008).
As regiões que mais criaram empregos formais nas micro e pequenas empresas foram Sudeste, com 414 mil, e Nordeste, 287 mil. Dos postos criados, os homens ocuparam 572 mil e as mulheres, 458 mil.
Na avaliação da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), o cenário da geração de empregos no Brasil pode melhorar se a tabela de enquadramento no Simples Nacional, sem correção desde 2018, for atualizada.
O presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, defende a revisão das regras, com reajuste do teto e a ampliação das possibilidades de contratação.
“Essas medidas fortalecem o empreendedorismo, incentivam a formalização e ampliam a geração de empregos no país”, ressalta.
A CACB reivindica uma correção de 83% para cada uma das faixas do Simples Nacional, que beneficia cerca de 23 milhões de empreendedores. Com a atualização, o teto anual do MEI passa de R$ 81 mil para R$ 144.913, com permissão para contratação de até dois empregados, o das microempresas sobe de R$ 360 mil para R$ 869 mil, e das empresas de pequeno porte de R$ 4,8 milhões para R$ 8,7 milhões.
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