MPF suspeita que Cabral tenha joias escondidas

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A compra de joias com dinheiro em espécie para lavagem de ativos era uma das estratégias da quadrilha que o Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça na Operação Calicute. O ex-governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, foi acusado de chefiar o grupo. Ele e a mulher, Adriana Ancelmo, ainda teriam joias a serem encontradas, segundo aponta a investigação em curso. Procuradores do Ministério Público Federal concederam entrevista nesta quarta-feira. O Procurador Regional da República, José Augusto Vagos, explicou que ainda podem ser encontradas joias: “É uma tipologia tradicional na lavagem de dinheiro. Se consegue trocar grandes valores de dinheiro, difíceis de serem guardados, por objetos pequenos e fáceis de ser ocultados. Nossa suspeita é de que há joias escondidas, que não foram encontradas até hoje. A quantidade de joias compradas é muito maior do que as que foram encontradas na deflagração (da operação policial)”, diz o procurador, que aponta que cerca de R$ 6 milhões foram lavados dessa forma. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou, nesta quarta-feira, a libertação de dois envolvidos na Operação Calicute. A medida havia sido pedida em habeas corpus para Hudson Braga, ex-secretário estadual de Obras do estado, e Carlos Miranda, ex-assessor de Cabral.

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