MPF vai analisar se Wajngarten mentiu na CPI

O presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), negou dar voz de prisão a Fábio Wajngarten. ex-secretário de Comunicação do governo, por entender que a comissão não pode atuar como um tribunal mas afirmou que iria encaminhar o depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) para análise se houve crime de falso testemunho

A decisão, tomada depois de pausa na sessão desta quarta-feira motivada por uma discussão entre o relator da CPI Renan Calheiros (MDB-AL) e o senador Flavio Bolsonaro (Republicanos -RJ), após Wajngarten tentar isentar o presidente Jair Bolsonaro da lentidão para comprar vacinas oferecidas pela Pfizer, se contradisse sobre o teor de uma entrevista concedida à revista Veja e disse não saber se um vídeo contrário ao isolamento social divulgado em março de 2020 havia sido produzido pela Secretaria de Comunicação (Secom) do Planalto. O Filho do presidente da República ainda chamou o relator de “vagabundo” e mandou “se fuder” por sugerir a prisão de Wajngarten.

Mas ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro afirmou que o governo federal não respondeu a uma carta enviada pela farmacêutica Pfizer em que a empresa norte-americana consulta a intenção do Ministério da Saúde em comprar vacinas contra a covid-19.

Demitido do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) em meio a suspeitas de corrupção, Wajngarten era um dos nomes mais aguardados desde que deu uma entrevista à revista Veja acusando o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello de incompetência nas negociações de compra de vacinas.

No entanto, o ex-secretário deu respostas evasivas e foi em diversos momentos acusado de proteger o presidente e de mentir diante dos senadores, o que é crime. Isso levou a um pedido, pelo relator Renan Calheiros, reforçado por outros senadores, de que Wajngarten fosse preso em flagrante.

Antes de sua demissão, havia rumores de que Wajngarten estaria se envolvendo em assuntos do Ministério da Saúde, mesmo sem ser da área, por interesses pessoais. Na entrevista, o ex-secretário afirmou que seu envolvimento na compra de vacinas aconteceu porque o processo estava “sofrendo entraves” no Ministério da Saúde.

Em suas falas, Wajngarten tentou isentar o presidente Jair Bolsonaro da lentidão para comprar vacinas oferecidas pela Pfizer, se contradisse sobre o teor de uma entrevista concedida à revista Veja e disse não saber se um vídeo contrário ao isolamento social divulgado em março de 2020 havia sido produzido pela Secretaria de Comunicação (Secom) do Planalto.

Leia também:

Teich diz que deixou cargo por não aceitar cloroquina

Artigos Relacionados

Conselheiro de Bolsonaro elogia Suécia sem lockdown

No seu depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, nesta terça-feira, o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), ao justificar ser contrário a...

Anistia Internacional critica criminalização do ativismo social

Jurema Werneck: 'criminalização sempre foi empregada na perseguição de movimentos populares'.

Bolsonaro terá que mostra provas de fraude eleitora

Para obrigar que o presidente Jair Bolsonaro apresente "supostas 'provas' de fraude eleitoral" em dez dias, o partido Rede entrou com um mando de...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

CVM lança novo Sistema de Gestão de Fundos de Investimento

A partir de 5 de julho, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) irá disponibilizar o novo Sistema de Gestão de Fundos de Investimento (SGF)....

B3 acolhe novo fundo gerido pela XP Asset

Aconteceu nesta terça-feira, na B3, o toque de campainha para comemorar o lançamento de mais um ETF (Exchange-Traded Fund), que é um fundo de...

Airbus e chinesa AVIC fazem parceria

Um projeto de equipamento de fuselagem do Airbus A320 foi lançado em conjunto pela Airbus e pela Aviation Industry Corporation of China (AVIC) nesta...

BID lança guia para ajudar na emissão de títulos sustentáveis

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou um guia para auxiliar e fomentar a emissão de títulos temáticos. O lançamento acontece por meio do...

Vivant lança lata comemorativa ao Dia Internacional do Orgulho LGBT

A lata estampa as cores do arco-íris e traduz o posicionamento da empresa sobre o respeito à diversidade.