Muito trabalho e novos tempos

Por Aldo Gonçalves.

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Sem feriado e sem festa, o comerciante comemorou o seu dia neste domingo, 16 de julho, trabalhando.

Uma das atividades mais antigas, o comércio se formou por meio das transações dos excedentes de produção entre os povos. Destaca-se pela capacidade de chegar aos locais mais longínquos e serve de ponte entre a agropecuária e a indústria até alcançar o consumidor final, gerando riquezas e disseminando valores.

Os atores comerciais são de micro, pequeno, médio e grande portes. Pela força e participação na economia, as empresas de médio e grande tamanho se sobressaem por serem referência e mais conhecidas. Mas também se destacam as micro e pequenas, com maior capilaridade e número.

Se as médias e grandes têm enorme participação no faturamento geral do comércio, as micro e pequenas apresentam-se em maior número e muito mais próximas dos consumidores. Se as maiores são robustas e tecnologicamente mais avançadas, as do último conjunto têm traços singulares, tais como: servem de porta de entrada para o primeiro emprego; constroem relações flexíveis entre capital e trabalho; e, com essa aproximação, formatam laços mais estreitos com os compromissos da empresa.

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Se esse cenário normalmente acontece no ambiente de uma loja, quando se amplia a lente de observação para o globo, tem-se noção da dimensão da importância do comércio sob os seguintes aspectos: para estreitar relacionamentos entre as nações; promover o desenvolvimento; reduzir diferenças socioeconômicas e estabelecer a paz social. Relações de troca justas produzem condições capazes de levar ao equilíbrio macrodinâmico e à melhoria da qualidade de vida em qualquer região.

Nessa linha, tem-se que com dinamismo empresarial, força empreendedora e liberdade econômica, as trocas geradas pela ação do comerciante entre os países movimentaram aproximadamente perto de US$ 25 trilhões no planeta no ano passado, segundo a ONU.

No Brasil, o comércio se reflete em torno de 7% do produto interno, que hoje beira R$ 10 trilhões/ano, se somados os resultados dos quatro trimestres. A participação representa a geração de riqueza da ordem de R$ 700 bilhões. Isso quer dizer que o setor investiu, contratou mão de obra, arcou com impostos e se inseriu na cadeia de valor da produção, gerando lucro e oportunidades de novos negócios e de emprego.

Serve para comemorar neste Dia do Comerciante o fato de que, ao olhar pelo retrovisor, a crise pandêmica não dá mais sinais. E, após mais de um ano, a invasão russa na Ucrânia e seus efeitos danosos sobre as esferas produtivas já não possuem o mesmo fôlego. Em adição ao quadro internacional mais estável, a conjuntura econômica interna dá sinais de relativo alívio e de possíveis benefícios para o comércio, com a tendência de baixa da inflação e as expectativas de que, daqui a pouco, os juros devem cair. Esses dois fatores estimulam as vendas e potencializam novos investimentos para o setor crescer.

Além de muito trabalho atrás do balcão, como sempre, o comerciante se depara agora com mais temas desafiadores, como reforma tributária, 5G, Pix, novas tecnologias e Inteligência Artificial, entre outros, que ensejam a modernização das técnicas gerenciais visando ao fortalecimento empresarial.

Empresário Aldo Gonçalves, presidente do CDL e do Sindilojas-Rio, sentado em sua mesa de trabalho (Foto: Arthur S. Pereira/CDL-Rio/Sindilojas-Rio)
Aldo Gonçalves (foto de Arthur S. Pereira/CDL-Rio/Sindilojas-Rio)

Aldo Gonçalves é presidente do CDLRio e do SindilojasRio.

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