Mulher de malandro

Segundo dados da Associação Brasileira de Rádio de Televisão (Abert), a Polícia Federal fechou, em 2005, 1.849 rádios comunitárias. Isso significa que, a cada dia, no mínimo, uma rádio comunitária é fechada no Brasil pela PF no governo Lula, o que mesmo que, ao tempo em que se queixa das perseguições da “mídia a serviço da elite”, engorda esta mesma mídia com polpudas publicitárias, enquanto persegue as rádios comunitárias.

Nem um, nem outro
Em artigo publicado no Daily Telegraph de 22 de abril, véspera do primeiro turno da eleição francesa, o jornalista Ambrose Evans-Pritchard mostra que os “mercados” não estão satisfeitos com nenhum dos candidatos ao segundo turno na França. “Os mercados de títulos internacionais já depositaram os seus votos nas eleições presidenciais francesas amanhã: zero para a socialista gastadora Ségolène Royal e não muito mais para o mercantilista intrometido Nicolas Sarkozy”, diz o artigo, com o sugestivo título “Candidatos franceses assustam os mercados”

Lá e cá
Números divulgados pelo boletim eletrônico Resenha Semanal: a parcela do produto interno bruto (PIB) em mãos estatais na França é de 54%, exatamente onde estava em 1995. No resto da Europa, tem diminuído um pouco, mas ainda assim, na Alemanha, por exemplo, está em 45,1%. Para o Terceiro Mundo, a receita é “menos Estado”.

Super
Com a Super Receita, muda o nome do Sindireceita, que representa os técnicos da Receita Federal. Agora a entidade se chama Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal. A sigla não muda. O sindicato acredita que a nova autarquia vai trazer benefícios ao contribuinte e é uma grande oportunidade de promover a justiça fiscal.

A trágica ironia no episódio é que os mesmos sem terra estão todos  legalmente assentados no mesmo imóvel que estavam ocupando quando foram despejados à bala para cumprimento de uma ordem de despejo. Em outras palavras: o Estado reconheceu que o imóvel não cumpria a função social da propriedade e, portanto, se enquadrava perfeitamente nos casos em que o governo federal está autorizado a desapropriá-lo para fins de reforma agrária, como prescreve a Constituição.

Dupla injustiça
Ao criticarem a ausência de qualquer punição dos responsáveis pelo assassinato de 19 sem-terras, 11 anos depois do massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, o economista Plínio de Arruda Sampaio e os jurista Fábio Konder Comparato e José Afonso da Silva relembram o consideram “trágica ironia”: “Os mesmos sem-terra estão todos  legalmente assentados no mesmo imóvel que estavam ocupando quando foram despejados à bala para cumprimento de uma ordem de despejo. Em outras palavras: o Estado reconheceu que o imóvel não cumpria a função social da propriedade e, portanto, se enquadrava perfeitamente nos casos em que o governo federal está autorizado a desapropriá-lo para fins de reforma agrária, como prescreve a Constituição.”
E acrescenta: “Se, em vez de decretar um despejo a toque de caixa, a Justiça e o Executivo tivessem agido nos termos da lei, dezenove vidas teriam sido poupadas e 69 pessoas não teriam sido mutiladas.”

Bazar do Bem
Voluntárias do projeto Pró Criança Cardíaca organizam neste sábado o Bazar do Bem. As peças, de alta costura, são novas e vendidas a preços módicos. Toda a renda do evento será revertida para a instituição, que cuida de crianças carentes cardíacas há 11 anos. O bazar ficará aberto ao público das 10h às 18h, na rua Correia Dutra, 59, play (Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro). O ingresso é um quilo de alimento não perecível.

Seletivo
Ao defender a derrubada do veto do presidente Lula à Emenda 3, que trata das pessoas jurídicas, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, achou por bem investir contra os direitos trabalhistas, classificando de defensores “do atraso”, os que se opõem redução dessas conquistas. Como líder tucano, Virgílio foi favorável ao aumento de cerca de 80% que elevaria o vencimento dos parlamentares ao mesmo patamar do recebido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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