Mulheres são minoria nas instituições mundiais

Presença feminina é pequena também nas grandes companhias; no Brasil, é de menos de 8%.

A presença de mulheres nos comandos das grandes companhias mundiais é escassa, mas no Brasil é ainda pior. Apenas 18% das empresas do mundo são lideradas por mulheres e, em média, nos países da OCDE, apenas 22% dos membros do conselho são do sexo feminino. Na Índia, são 13%, e no Brasil, apenas 7,7%. O progresso tem sido lento para dizer o mínimo.

O FMI ressalta que, embora cinco economias avançadas tenham uma diferença de gênero de 5 pontos percentuais ou menos, a diferença média nas economias avançadas permanece na casa dos 10 pontos percentuais.

Em outro estudo da equipe do FMI, que analisou 2 milhões de empresas em 34 países da Europa, constata-se que maior diversidade de gênero em cargos seniores foi associada a maior lucratividade das empresas. A presença de uma mulher na alta administração ou em um conselho corporativo está associada a 8 a 13 pontos base de maior retorno sobre os ativos.

E como é nas grandes instituições internacionais? Vale o ditado de casa de ferreiro, espeto de pau. No FMI, apenas 13% dos cargos de direção são ocupados por mulheres; no europeu EBRD, 5%; no Banco Mundial, 20%; na OCDE, 26%. O BIS, uma das mecas do financismo, é radical: todos os membros da direção são homens.

 

EUA terrorista

Nesta quarta-feira, completaram-se 60 anos do atentado terrorista da CIA em Cuba que matou uma centena de pessoas no início da revolução cubana ao explodir o navio La Coubre. Nem os Estados Unidos, nem a França liberam os documentos secretos sobre esse ato. Os EUA, que se apropriaram do discurso antiterrorismo, não quer tocar no assunto.

 

Vírus do FMI

O FMI garante que está preparado para o coronavírus. “Graças à generosidade de nossos associados”, diz o Fundo, tem US$1 trilhão em capacidade de empréstimos. Para países de baixa renda, oferece até US$10 bilhões emergenciais (limitados a 50% da quota do país-membro) sem juros.

Para os emergentes, o empréstimo pode chegar a US$ 40 bilhões. Além disso, conta com uma linha de contenção de catástrofes que adia os pagamentos de empréstimos anteriores feitos pelo Fundo. Essa linha, que foi usada no surto de ebola na África, está com caixa baixo: dispõe de apenas US$ 200 milhões, mas a avaliação é de que será necessário US$ 1 bilhão.

Tudo somado, serão mais ferramentas na mão do FMI para enquadrar países em suas políticas financeiras, usando o coronavírus como álibi.

 

Joga para perder

O establishment estadunidense se uniu por Joe Biden para evitar que Bernie Sanders seja o candidato democrata. Dizem que Sanders perderia para Trump; é uma possibilidade. Certeza é que Biden perderá para o presidente, a não ser que venha uma catástrofe econômica.

 

Rápidas

Nesta sexta, o Núcleo de Estudos Brasil-China da FGV Direito Rio realizará o “Novo Coronavírus: Por que a China pode controlar a epidemia em um tempo relativamente curto?”, com palestra do cônsul geral chinês no Rio de Janeiro, Li Yang. Inscrições aqui *** O advogado Bruno Rezende, presidente do Ibajud – Instituto Brasileiro da Insolvência, fará palestra no II Congresso Internacional em Insolvência IWIRC, 12 e 13 de março, na OAB RJ. Rezende falará, dia 12, às 14h, sobre as alterações trazidas pelo projeto de lei sobre participação do fisco *** A Rede Megamatte comemora o dia Internacional da Mulher com ofertas de sexta a domingo *** Nesta sexta, a cantora Evelyn Lima faz show em homenagem ao Dia da Mulher no Caxias Shopping, às 19h30 *** Entre 8 e 10 de março, o advogado Paulo Parente Marques Mendes, sócio do escritório Di Blasi, Parente & Associados, estará no seminário “Digital Business, the new frontier”, da Associação Interamericana da Propriedade Intelectual (ASIPI). Serão debatidos, em Montevidéu, o crescimento dos e-sports, problemas para os Jogos Olímpicos e direitos de celebridades *** A exposição História da Arte, Olhar e Descoberta estará, de 6 a 22 de março, no Carioca Shopping. Trata-se de uma parceria entre e Aliansce Sonae e a ArtRio, que reunirá reproduções de obras de Monet, Cézanne, Picasso, Matisse e Miró com narração de Roberta Sá *** A diretora de cardiologia da Rede D’Or São Luiz, Olga Souza, e o cirurgião Alfredo Guarisch falam sobre segurança médica, nesta quinta-feira, no Centro de Estudos do Copa Star, em Copacabana.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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