Mundo produziu riqueza suficiente para todos

Os quase 8 bilhões poderiam viver confortavelmente, mas 40% vivem na pobreza.

Desde que a Revolução Industrial começou, há mais de 250 anos, o mundo produziu riqueza suficiente para que cada um de seus quase 8 bilhões de habitantes vivesse confortavelmente. No entanto, mais de 40% vivem na pobreza, com a maior parte da riqueza sendo mantida por uma fatia cada vez mais estreita da população, afirma Binyamin Appelbaum, articulista de negócios e economia do The New York Times, em podcast no Fundo Monetário Internacional.

Appelbaum analisa que o aumento da desigualdade está pesando sobre o crescimento mundial e esticando o tecido da democracia liberal. Ele coloca a culpa diretamente na distribuição. Embora tenha havido um surto de interesse entre os economistas em estudar as desigualdades de distribuição, alguns ainda questionam a importância disso.

“Temos permitido que a desigualdade no mundo desenvolvido alcance os níveis mais altos, pelo menos em um século, e temos sido capazes de aprender algo sobre as consequências práticas de níveis elevados de desigualdade. E a partir desses dados, o que surgiu é uma correlação, uma correlação sugestiva que muitas pessoas consideram suficiente para mostrar alguma quantidade de causalidade, que quando você obtém esses altos níveis de desigualdade, você obtém menos crescimento”, sustenta o editorialista.

“Não quero criticar o Brasil, mas um país como o Brasil lutou para implementar políticas que os economistas consideram evidentemente benéficas; se você é brasileiro, está olhando para aquela paisagem e dizendo: ‘Sim, é evidentemente benéfico para o 1%, mas não temos uma sociedade igualitária. Não temos democracia e não vamos abraçar essas políticas’.”

 

Lavagem de carona

Reformas históricas de combate à lavagem de dinheiro pegaram carona no projeto de lei de gastos com defesa (primeira vez que um veto de Trump foi anulado, não por acaso, em uma área de excepcional força política entre democratas e republicanos).

Pela primeira vez, as empresas serão obrigadas a relatar seus verdadeiros proprietários ao governo, encerrando em grande parte as empresas de fachada anônimas em um país que há muito serve como um dos maiores paraísos fiscais do mundo para criminosos e transgressores.

 

Rápidas

O Foro Inteligência realizará nesta quarta-feira, 19h, o webinário “O Big Brother da identidade digital e cibercrimes”, com Louise Marie Hurel, do Instituto Igarape, e Priscila Figueiredo, mestre em Direito da Sociedade Digital pela FGV. Inscrições aqui *** Em 16 e 17 de janeiro, a partir das 8h, Camila Vargas, do Espaço Fina Flor, ministrará o curso de “Bronzeamento Natural e a jato para iniciantes”. Informações (21) 96426-9710 *** Lach, Laboratório e Clínica, inaugura outra unidade no no Jardim Botânico, bairro da Zona Sul carioca. A clínica conta com espaço exclusivo para teste da Covid-19 *** O portal da Cinemateca Pernambucana, da Fundação Joaquim Nabuco, onde estão disponíveis 261 produções cinematográficas do estado, contabilizou 286.693 visitas em 2020. No ano anterior, foram 38.928, ou seja, houve aumento de 736,46%.

Leia mais:

Trump tinha razão, e essa foi sua derrota

O que restará do mercado consumidor?

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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