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O Federal Reserve está inundando o mercado com moeda e preocupa analistas menos míopes: “Olhem os números do M3. Eles estão inflando a oferta de dinheiro. Há uma bolha global de propriedade; tem gente alavancando coisas como imóveis a taxas como as dos anos Eisenhower. Greenspan está atiçando o dinheiro e as pessoas estão superalavancadas. Eu digo a mim mesmo: meu Deus, alguma coisa vai acontecer.” A análise, relatada pelo jornal Solidariedade Ibero-americana, foi feita pelo analista Bill Bonner, do The Daily Reckoning (www.dailyreckoning.com).

Fraude
Para Bill Bonner, a prosperidade da década de 90 foi ilusória, porque os salários do trabalhador nos EUA estão 6% inferiores aos de 25 anos atrás. Nesse período, a renda de um chinês engordou 29 vezes. Bonner se pergunta: “Quanto tempo mais isso pode durar? Nós não estamos fazendo qualquer progresso nos ganhos. A riqueza real é determinada por quanto ganhamos. Isso é uma economia de consumo movida por Greenspan. Ele está nos tornando mais pobres e menos livres do que nunca antes. Isso não é progresso, é uma fraude.”

Ouro, idiota
O analista do Daily Reckoning conclui: “Há choque e pavor a caminho. Eu quero estar possuindo um monte de ouro quando isso acontecer.”

Bolha
Que ninguém pense que a análise sobre a economia dos EUA é coisa de esquerdista. No dia 8 de junho, o MONITOR MERCANTIL noticiava que nunca o norte-americano esteve tão endividado. “A dívida do setor doméstico hoje é a maior de todos os tempos, excedendo 85% do PIB. Isto representa cerca de 20 pontos percentuais a mais do que a média da última década. O motivo está nas altas taxas de consumo” – 71% do PIB. “Basicamente, a fonte de dinheiro para o consumidor de baixa renda residiu nos cortes de impostos e no sistema de refinanciamento da casa própria.” Isso coloca os EUA no caminho de uma típica bolha imobiliária. “Enquanto isso ainda não caracteriza uma bolha, há crescentes sinais que apontam nessa direção”, dizia o economista-chefe do Morgan Stanley, Stephen Roach.

Cegos no Titanic
Na conferência anual com investidores europeus, Stephen Roach alertou: “Houve bastante discussão sobre o caráter propenso a acidentes da economia global. Ao mesmo tempo, houve poucas indicações de que esse grupo reunido de investidores tenha feito muito, se é que alguma coisa, para se preparar para tais possibilidades. No meu entender, isso bem poderia ser emblemático do maior risco de todos nos mercados financeiros mundiais.”

Agenda
O II Seminário Rumos do Mercado Imobiliário – Financiamento e Entraves à Construção Civil será realizado no próximo dia 21, das 8h às 18h, na sede da Fundação Getúlio Vargas (Praia de Botafogo, 190, 8º andar, RJ). Confirmaram presença Ermínia Maricato, secretária executiva do Ministério das Cidades; Marcos Lisboa, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda; Aser Cortines, vice-presidente de Desenvolvimento Governamental da Caixa; Luiz Paulo Conde, vice-governador; e o presidente do Sinduscon-Rio, Roberto Kauffmann.

Paixão
Oitenta por cento dos candidatos a namoros e casamentos acreditam que o amor é cego. A pergunta ficou no ar em junho no site www.bemquereragencia.com e foi respondida por aproximadamente 300 homens e mulheres que buscam o par ideal através da agência. A pergunta foi baseada em recente pesquisa da University College London (UCL), onde foi descoberto que os sentimentos amorosos levam à supressão da atividade em áreas do cérebro que controlam o pensamento crítico. Segundo os pesquisadores, uma vez que nos aproximamos de alguém, o cérebro reduz a necessidade de julgar o seu caráter, sua personalidade e suas emoções negativas.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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