Música no Museu completa 25 anos e vira livro

Publicação conta história do projeto que leva a música clássica a plateias diversas

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música no museu
Música no Museu (reprodução capa do livro)

Música no Museu, maior e mais longeva série de música clássica do país, segundo o Rank Brasil, nosso livros dos recordes, terá sua trajetória contada em livro. Música no Museu – 25 anos, uma vida é escrito pelo próprio criador do projeto, Sergio da Costa e Silva, com prefácios do escritor e imortal Joaquim Falcão e do maestro Ricardo Tacuchian. A edição, cuja capa é assinada por Miguel Paiva, chega às livrarias em dezembro, pela Carpex.

Era dezembro de 1997. O público lotava o salão do Museu Nacional de Bellas Artes, no Centro do Rio de Janeiro, para assistir ao grande violonista Turíbio Santos. A apresentação marcou a estreia do Música no Museu.

Sérgio da Costa e Silva instaurou por aqui um hábito comum na Europa: o de levar concertos de música clássica a locais como igrejas, bibliotecas e, claro, museus. Ele não imaginava que a iniciativa renderia momentos antológicos.

Através dela, Nelson Freire (1944–2021), um dos maiores pianistas de todos os tempos, comemorou, em 2012, na cidade mineira de São João Del Rei, os 60 anos de sua primeira apresentação pública. Em 1997, Costa e Silva certamente não imaginava que seu projeto teria desdobramentos e que chegaria a todos os estados brasileiros e a países dos cinco continentes. E que completaria 25 anos de existência, contabilizando um público de mais de 1 milhão de pessoas.

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Música no Museu é o projeto mais bem-sucedido que conheço no Brasil

Ana de Hollanda, ex-ministra da Cultura.

E boas histórias não faltam. Catherine Michel veio apresentar-se na Sala Cecília Meireles e trouxe consigo seu então marido, o grande pianista Michel Legrand. E quem se deu bem foi o público, brindado de lambuja com a participação do artista no concerto de Catherine.

Já a britânica Claire Jones, então harpista da rainha Elizabeth II (1926–2022), veio ao Brasil para o RioHarpFestival, um dos projetos surgidos a partir do Música no Museu. No Reino Unido, ela tocara no casamento do príncipe William com Kate Middleton e, 15 dias depois, apresentava-se com a mesma fidalguia em comunidades como Pavão-Pavãozinho e Dona Marta.

O livro é dividido em 14 capítulos e dois apêndices e vai para além dos episódios e curiosidades relacionados ao projeto. O autor abre espaço para lembrar todos os instrumentistas que passaram pelo Música no Museu e agradecer aos espaços culturais que abrigaram a iniciativa, assim como render homenagens as instituições que apoiaram o projeto.

O livro é ricamente ilustrado pelos cartazes e programas dos concertos – assinados por grandes nomes como Carlos Bracher, Oscar Araripe e Ziraldo, entre muitos outros – fotografias e reproduções dos registros publicados pela grande imprensa, tanto do Brasil quanto do exterior.

Em 2005, o projeto chegou a Paris. Dez anos depois, a Portugal, para as celebrações dos 725 anos da Universidade de Coimbra, uma das mais antigas do mundo. E, em 2020, voltaria àquela instituição nos festejos de seus 730 anos. No âmbito internacional, coube à pianista Fernanda Canaud apresentar o primeiro concerto de música brasileira no Museu Guggenheim de Bilbao, na Espanha.

O lançamento de Música no Museu – 25 anos, uma vida será no próximo dia 4, 18h, na Livraria da Travessa (Rua Visconde de Pirajá, 572, Ipanema).

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