Muy amigo

Deve ser gozação a sugestão do ministro da Fazenda, Guido Mantega., para que os governadores recorram ao sistema financeiro privado para conseguirem melhores condições de empréstimos para pagar as dívidas dos estados com a União. Só se a idéia é mostrar como, diante de taxas na faixa de três juros, as draconianas condições de pagamento ao governo federal, que esterilizam até 13% da receita líquida dos estados em pagamentos de juros, seriam até suaves. Nesse caso, porém, a conclusão é que, no governo do Partido dos Trabalhadores, o sistema financeiro brasileiro é o mais predatório do mundo.

Não foi por falta de tempo
O cientista político Eurico Figueiredo, da UFF, detona a retórica petista de que os quatros anos do primeiro mandato do presidente Lula eram insuficientes para deflagrar mudanças fundamentais no país, principalmente, em áreas como segurança e educação. Figueiredo lembrou que os Estados Unidos saíram de uma brutal recessão, em 1929, para uma situação bem mais favorável, em 1933. E acrescenta que o mesmo se passou com a União Soviética entre 1917 e 1921: “Se quisermos um exemplo à direita, podemos lembrar o salto dado pela Alemanha, entre 1933 e 1937, após a ascensão de Hitler ao poder”, salientando que “quatro anos é muito tempo” e que também a Argentina, com Néstor Kirchner, passou por transformações profundas no mesmo período de tempo desperdiçado por Lula.

Companhias
A decisão do ex-ministro Nelson Jobim de jogar a toalha cinco dias antes da convenção do PMDB que escolheria o novo presidente do partido, não se restringiu a uma confissão antecipada da humilhante derrota que lhe seria imposta pelos convencionais peemedebistas. Em sua fracassada tentativa, Jobim arrastou o presidente Lula para sua segunda derrota seguida, em pouco mais de dois meses, em disputas dentro de partidos da base governista.
Primeiro, foi o apoio à candidatura de Aldo Rebelo (PCdoB-SP) à presidência da Câmara dos Deputados, derrotada por Arlindo Chinaglia (PT-SP). Nos dois casos, Lula, após estimular o cavalo perdedor, desembarcou aos 48 minutos do segundo tempo na campanha já consagrada como vencedora.

Diagnóstico
Sobre a derrota de Jobim, as razões são as mesmas que presidiram os insucessos anteriores: falta de votos.

Canelada
A ameaça da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de excluir o Estado de São Paulo dos jogos da seleção brasileira nas eliminatórias para a Copa de 2010 não é da ordem de  bairrismos deslocados. A razão efetiva se encontra nas desavenças entre o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e José Luiz Portella, secretário estadual dos Transportes Metropolitanos de José Serra. Portella, desde antes de ingressar no governo paulista, é um dos mais ácidos críticos da administração Teixeira. Daí a excluir o principal estado brasileiro das eliminatórias é coisa inaceitável

Dia de Campo
A Copercampos-Cooperativa de Campos Novos (SC) promove, nesta quarta e quinta-feira, a 12ª Edição do Dia de Campo. Com entrada aberta ao público, o evento, um dos principais do agronegócio catarinense, deve reunir cerca de 6 mil pessoas entre agropecuaristas, empresários rurais, profissionais da área de agronomia, veterinários, técnicos em agricultura, estudantes e visitantes em geral. O encontro visa a difundir as novas tecnologias e variedades de diversas culturas, além de maquinário e novidades do setor.

Mãe com maiúscula.
“Para mim, deveria haver uma espécie de decreto universal, quem sabe uma  resolução da ONU, segundo a qual a palavra mãe, em todas as línguas, em todos os dialetos, deva ser escrita obrigatoriamente com letra  maiúscula. Mãe é nome próprio.”
A sugestão, feita, em discurso pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS), no último dia 2, inspirou o editorial deste mês da Associação Brasileira de Integração e Desenvolvimento
(Abides)  – www.abides.org.br – ao tratar do papel da mulher  brasileira no combate à violência, dentro das comemorações do Dia Internacional das Mulheres, amanhã.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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