Na campanha, Bolsonaro era contra privatizar setores estratégicos

Durante a campanha eleitoral de 2018, o candidato Jair Bolsonaro foi taxativo ao se manifestar sobre a privatização de empresas como Eletrobras e Caixa: “Fiquem tranquilos servidores, aqueles que trabalham no Banco do Brasil Caixa Econômica, setor energéticos… Isso é, no meu entender, estratégico para uma nação, que não pode abrir mão disso daí.”

Esta semana, o compromisso com os eleitores foi quebrado duas vezes, ao editar medida provisória para privatizar a Eletrobras e entregar ao Congresso projeto de lei que acaba com o monopólio dos Correios no envio de cartas, telegramas e outras mensagens. O projeto ainda estabelece que a empresa, hoje 100% pública, seja transformada em sociedade de economia mista (pública e privada).

Os Correios têm projeção de um lucro líquido de mais de R$ 1,5 bilhão em 2020 (o balanço ainda não foi divulgado). “Ao vender uma empresa que tem lucro bilionário, com possibilidade de demissão de milhares de trabalhadores, para em tese dar mais opções ao consumidor, na verdade, o Governo Bolsonaro destrói a mais antiga empresa pública do país, que completa, no dia 20 de março, 358 anos”, protesta a Central única dos Trabalhadores.

Levantamento feito pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) mostrou que uma encomenda que custa nos Correios R$ 43 é até 12 vezes mais cara em empresas privadas como DHL e Fedex. A encomenda entregue por essas empresas, numa mesma localidade, custava em torno de R$ 600.

Apesar da disputa maior seja nos serviços de entregas de encomendas, segundo a Fentec, a entrega de correspondências é responsável por 44% da receita dos Correios, o que garante que a empresa seja a única no país a atender aos mais de 5 mil municípios brasileiros.

A privatização dos serviços postais foi um desastre na Argentina e Portugal, de acordo com a CUT. Tanto que o país vizinho reestatizou seu serviço. Portugal estuda uma forma de rever o processo de privatização.

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