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segunda-feira, janeiro 25, 2021

Na ditadura, multis não conseguiram achar o pré-sal

Os contratos de serviço com cláusula de risco foram autorizados pelo presidente general Geisel em outubro de 1975 para exploração de petróleo e gás (as companhias estrangeiras não seriam donas das reservas que viessem a descobrir) e assinados com as principais multinacionais, relata, em artigo, Patrícia Laier, geóloga e diretora do Sindipetro-RJ.

No livro comemorativo dos 50 anos da Associação dos Engenheiros da Petrobrás, a Aepet, o ex-presidente da entidade Fernando Siqueira faz um resumo do resultado da vigência dos contratos: ‘Durante a vigência dos contratos de risco, 243 contratos foram assinados com 35 das maiores e mais experientes empresas internacionais. Estas dispuseram, por força de diretriz superior, de 85% do total das áreas com rochas sedimentares passíveis de conter petróleo. Tais áreas, postas em licitação, foram divididas e subdivididas em áreas ou blocos, oferecidos com todas as informações geológicas e geofísicas até então coletadas pela Petrobrás’.”

A Bacia de Santos, onde o pré-sal foi descoberto em 2006 pela Petrobras, ficou com as multinacionais estrangeiras no período da vigência dos contratos de risco (1975–1987). E tudo o que elas descobriram foi o campo de gás de Merluza (1979/Pecten, Shell) no pós-sal.

 

Ociosidade

O nível de utilização da capacidade instalada no setor de máquinas e equipamentos se encontra em 72,5%, pouco abaixo do nível médio da indústria de transformação (74%). “A carteira de pedidos, importante indicador antecedente de vendas, também continua reduzida, em função, principalmente, da ausência de grandes projetos de investimentos. Em janeiro, ainda que o nível de consultas tenha se elevado, houve queda de 5,4% na carteira de pedidos”, segundo balanço feito pela Abimaq, associação do setor.

A indústria de máquinas e equipamentos, que já chegou a empregar 386 mil trabalhadores (setembro de 2011) hoje conta com apenas 305 mil.

 

De 4 em 4 anos

Em 2016, último ano bissexto antes de 2020, foram registrados 12.522 nascimentos em 29 de fevereiro no Brasil. A chance de uma pessoa nascer neste dia é de 1 em 1.461. Os cartórios devem registrar a data correta na certidão de nascimento.

Segundo Andreia Gagliardi, oficial do Cartório de Registro Civil da Vila Madalena, em São Paulo (SP), é proibido que se mude a data de nascimento da criança ao registrá-la. “A certidão de nascimento é feita a partir da Declaração de Nascido Vivo (DNV), documento expedido pelo hospital onde a criança nasceu ou pelo profissional que acompanhou o parto”, explica Andreia. Conforme a Lei 12.662, de 2012, a DNV deve conter nome e prenome do indivíduo, sexo, data, horário e município de nascimento, além dos dados da mãe.

 

Campeões antinacionais

O Brasil tem o dobro da população do Vietnã e quase 70 vezes seu território, mas acaba de ser ultrapassado pelo país asiático – que segue a tendência do continente de valorizar as grandes empresas nacionais – em exportação, anota em seu Twitter o professor Marcio Pochmann. “Ataque contra ‘campeãs nacionais’ validou a desmontagem da soberania brasileira pelo neoliberalismo”, resume o economista.

 

Importadores

O dólar a R$ 4,50 é ruim para 44% dos empresários do setor têxtil ouvidos pela Abit, positivo para 37% e neutro para 19%. Só 22,6% das empresas se dizem afetadas pela crise em torno do coronavírus, por conta do desabastecimento e da alta dos insumos. Pouco mais de 1/3 (35%) viram aumentar a demanda por seus produtos no mercado interno.

 

Comprar na baixa

A doméstica que comprou dólar em 12/2, a R$ 4,342, conseguiu aumentar em 4% seu patrimônio até esta sexta-feira (28). O investidor que comprou quando Guedes disse que dólar alto era para ficar, em 25/11, faturou 7%. O especulador esperto que comprou em 31/1/2019 lucrou 18%.

 

Rápidas

CPTM, EMTU e Metrô paulistas comemoram o Dia Internacional da Mulher a partir desta semana, com ações no Terminal Metropolitano Jabaquara e na Estação Tatuapé *** Em 1º e 15 de março acontecerá a feira de produtores rurais de Duque de Caxias, no Caxias Shopping, das 12h às 18h *** A direção nacional da Força Sindical realizará, nesta terça-feira, às 10h, um encontro com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). É o primeiro do ciclo de debates “Um Brasil que queremos”. Será no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo ( Rua Galvão Bueno, 782).

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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