Na reforma administrativa de Guedes Bolsonaro ganha mais

Para ministro, teto do funcionalismo de R$ 39 mil é baixo.

Conjuntura / 22:21 - 9 de set de 2020

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No mesmo momento em que ameaça acabar com as “regalias” dos servidores públicos e iniciar uma perseguição contra aqueles que se filiam a partidos políticos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu aumento para o presidente Jair Bolsonaro e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em palestra nesta quarta-feira no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), que tem como sócio Gilmar Mendes.

No mesmo dia, em evento virtual do banco suíço de investimentos Credit Suisse, Guedes destacou que as previsões de queda do Produto Interno Bruto caíram pela metade, razão, pela defendeu as reformas “estruturais” propostas pelo governo, como o Pacto Federativo, com gatilhos para o controle de gastos públicos.

Destacou ainda que o cronograma de privatizações será reformulado e serão anunciadas “duas, três, quatro grandes empresas a serem privatizadas”. “Estamos liberando o horizonte para os investimentos privados. Haverá um boom de investimentos privados nos próximos 10 anos, pelo menos”, disse.

 

Mérito de chegar’

 

O presidente da República, o [os ministros do Supremo Tribunal Federal] STF deveriam ser melhor remunerados, pela responsabilidade do cargo, pelo mérito de chegar”, defendeu, após dizer que o teto do funcionalismo, de R$ 39 mil, é baixo. “O presidente da República, o (os ministros do Supremo Tribunal Federal) STF deveriam ser melhor remunerados, pela responsabilidade do cargo, pelo mérito de chegar”, defendeu, após dizer que o teto do funcionalismo, de R$ 39 mil, é baixo.

Nem aumentamos ainda, o que eu acho que deve ser aumentado, o teto da carreira”, disse Guedes, defendendo a tese de que “tem que haver enorme diferença de salários, sim, na administração pública”, que hoje tem uma diferença “ridiculamente baixa”.

 

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