Nada a declarar – 1

     
          Questionado por jornalistas sobre se o BNDES financiaria a possível fusão entre a Sadia e a Perdigão, o presidente do banco, Luciano Coutinho, afirmou que “não posso e não devo” comentar casos específicos.

Nada a declarar – 2
A mesma resposta de Coutinho valeu para a dúvida em torno do financiamento de 75% do Porto de Açu e da aquisição de 12,05% da LLX Logística, empresa do bilionário Eike Batista. A transação ocorreu por meio de um aumento de capital da LLX, no montante de R$ 600 milhões. Desse total, o BNDES aplicará R$ 150 milhões. Assim 84% do porto terão as digitais do banco.

Hospital do boi
Depois de o BNDESPar ter enterrado R$ 250 milhões no Frigorífico Independência, em novembro, dois meses antes de a empresa entrar em processo de recuperação judicial, o BNDES finalmente descobriu que há uma crise no setor, apesar de o presidente do banco dizer que são “problemas pontuais”. Agora, fala-se em uma linha para capital de giro específica.

Os marcianos
Se a Petrobras produz praticamente 100% da sua produção no país, com custos em reais, a que modelos matemáticos recorrem os lobistas que dizem que a estatal deixou de ganhar ou perde dinheiro por não aumentar ou reduzir preços? Será que seus parâmetros são os especulativos mercados spot, nos quais as cotações futuras negociadas não guardam qualquer relação com a produção física? Pelo visto, a crise mudou o mundo, mas alguns alienígenas não foram avisados.

Falta transparência
Os integrantes do lobby pró-variação dos preços internos dos combustíveis brasileiros pelas cotações dos mercados futuros internacionais precisam dizer, sem rodeios, à sociedade brasileira que, pelos seus modelos econométricos, os cidadãos daqui, apesar de viverem num país auto-suficiente em petróleo, teriam de pagar preços extorsivos e incompatíveis com essa condição a cada movimento especulativo mais forte no exterior. A não ser, claro, que essa defesa enviesada da formação de preços esteja a serviços de petrolíferas estrangeiras que consideram as cotações praticadas no Brasil pouco atraentes para seus apetites insaciáveis por lucro.

Ascensão social
Não por acaso, um dos mais incensados lobistas desse grupo, um ex-professor universitário, costumava dizer a seus alunos: “Estou com 40 anos e ainda não tenho nada.” Pelo visto, dinheiro deixou de ser problema.

Prestação
Dois PMs foram chamados para retirar um carro estacionado irregularmente e que impedia o tráfego na Rua Sorocaba, Zona Sul do Rio, nesta quinta. Ao chegarem, apreenderam os documentos do veículo e ameaçaram multar o motorista. Logo, foram rodeados por parentes do infrator e, após uma primeira “conver$a”, abaixaram o tom. Mais uma “conver$a” e devolveram os documentos, indo embora felizes.

Geral
No mesmo dia, do outro lado da Baía de Guanabara, PMs de um DPO apreenderam documentos de um caminhão e do motorista, chamado para “conver$ar” mais tarde.

Árabes
O município fluminense de Maricá, na Região dos Lagos, faz homenagem ao povo árabe no próximo dia 25. A iniciativa é do secretário de Desenvolvimento e Petróleo, Aleksander Santos.

Petróleo
“Qualidade na Indústria do Petróleo” é o tema da palestra que o advogado Mauro Kahn, diretor do Clube do Petróleo, fará no próximo dia 24, às 19h, na sede do Ises, na Tijuca (R. Mariz e Barros, nº 178 – Rio de Janeiro – RJ). Esta é a sétima edição do Terças Tecnológicas do Petróleo, uma parceria entre o Nicomex Notícias e o Senai. Mais informações: [email protected]

Fome
Ainda neste semestre, o PMDB volta à carga de olho nas diretorias dos fundos de pensão de porte médio, especialmente do setor elétrico.      

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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