Não fortalecer o SUS não é opção, é omissão

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SUS (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)
SUS (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)

Criado logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1948, o sistema público de saúde britânico (NPH) representava, naquele ano, 11,2% do orçamento do governo. Em 2018, a participação pulou para quase 3 vezes mais: 29,7%. Essa ampliação de recursos não significou inchaço da infraestrutura, esclarece o economista cearense Dércio Chavez, estudante do Master of Research Economics na Universidade de Exeter, na Inglaterra.

“Hoje o Reino Unido dispõe de 120 mil leitos hospitalares. Em 1948, eram 480 mil”. O NHS investiu na expansão da atenção primária, o que reduziu a demanda por leitos e colaborou para a eficiência do sistema. “O resultado desse investimento foi um aumento da expectativa de vida, que hoje é de 81 anos, e da mortalidade infantil, que está em 1,8 por mil nascimentos”, ilustrou, em webinário realizado na sexta-feira passada pelo Observatório do Federalismo Brasileiro do Governo do Ceará, moderado por Flavio Ataliba, secretário-executivo da Secretaria de Planejamento do estado, pesquisador associado do FGV Ibre.

Mônica Viegas, coordenadora do Grupo de Estudos da Saúde e Criminalidade do Cedeplar/UFMG, afirmou no evento que “se algumas respostas não aconteceram de forma adequada [durante a pandemia], isso ocorreu em função das escolhas dos gestores, e não devido ao SUS”.

Roberto Claudio, ex-prefeito de Fortaleza, mestre em Saúde Pública, reforça: “Frente a grave crise econômica fruto da pandemia, vários países de viés liberal, como os Estados Unidos, voltaram a destacar o papel do Estado com coordenador da economia. Hoje, não pensar no fortalecimento de políticas públicas não é opção, é omissão”, afirma.

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Oposição

A opção pela atenção primária, como o médico de família, contraria interesses poderosos de empresas farmacêuticas, produtores de equipamentos e alguns setores médicos.

 

Mais da metade para 1/4

No Brasil, 58% dos recursos investidos em saúde vão para o setor privado, atendendo apenas 25% da população, acusa Adriano Massuda, ex-secretário de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.

 

Pão e circo

Ao contrário do que fez com o e-mail oferecendo vacina da Pfizer ou com o contrato de compra da Coronavac, Bolsonaro foi rápido em responder a pedido da CBF para sediar a Copa América no Brasil, às vésperas da terceira onda de Covid.

 

Rápidas

O Tribunal de Contas do Rio (TCE-RJ) julga nesta terça-feira, às 14h30, as contas de governo estadual de 2020, sob a responsabilidade de Wilson Witzel e Cláudio de Castro. A sessão poderá ser acompanhada ao vivo pelo YouTube *** A Aegea Saneamento abriu inscrições para 56 vagas do Programa de Estágio 2021, em todo o Brasil, destinadas a estudantes dos ensinos médio técnico ou superior. Inscrições até 6 de junho *** Aasp realizará de 1° a 10 de junho, às terças e quintas-feiras, às 9h30, o evento “INSS digital e processo administrativo”. Inscrições aqui *** Para celebrar 2 de junho, dia que marca a instauração de um regime democrático no país, o Consulado da Itália em Belo Horizonte promoverá uma intervenção assinada pelo arquiteto Silvio Todeschi, de 1º a 13 de junho, na fachada do Museu de Artes e Ofícios, que tem projeto arquitetônico assinado pelo italiano Luiz Olivieri.

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