Um terço (33%) das micro e pequenas empresas que apostaram em estratégias de varejo eletrônico na Black Friday estão fazendo um investimento semelhante em campanhas para o Natal, e outros 20% estão aumentando o aporte de recursos para alavancar as vendas virtuais voltadas à data comemorativa de dezembro. É o que aponta uma pesquisa da Hostinger, que também apurou que apenas 7% afirmaram que o orçamento adicional em varejo eletrônico para o Natal será menor que o da Black Friday. Já 40% não planejam uma estratégia de e-commerce com orçamento adicional para o Natal, afirmando que o fizeram apenas para a Black Friday.
A pesquisa mostra, ainda, que, na parcela de micro e pequenos empresários que declaram ter investido em campanhas na Black Friday deste ano, 94,1% relatam que o principal meio utilizado foi o e-commerce. Segundo a pesquisa, os principais desafios das vendas digitais são em primeiro lugar, o gerenciamento de múltiplos canais de venda, apontado por 50% dos entrevistados; e gerenciamento de estoque e atrasos nas entregas, empatados em segundo lugar, com 18,8% das respostas cada.
Já análise conduzida pela plataforma de mídia Tunad revela que a Black Friday de 2023, embora tenha sido mais comedida em comparação com anos anteriores, testemunhou um aumento significativo na presença do varejo. As marcas que já vinham mostrando um crescimento consolidaram ainda mais sua posição neste ano.
Nas duas semanas anteriores à data até ao dia do evento, as emissoras de TV aberta de São Paulo experimentaram um aumento de 6,4% no número de comerciais comparando com o mesmo período de 2022. A competição pela atenção do público nas telas ganhou novos protagonistas, surpreendendo espectadores e analistas.
Até então, Shopee e Amazon eram as figuras dominantes em termos de comerciais veiculados na TV aberta, entretanto, em 2023, a dinâmica do cenário publicitário mudou. Claro e Mercado Livre emergiram como líderes em número de inserções relacionadas à data mais crucial para o varejo, com 12,3% e 9,5%, respectivamente, em relação ao total anunciado.
O poder do grande varejo mais uma vez se manifestou, com as “Top 10 marcas” representando expressivos 56% do total de comerciais sobre a Black Friday na TV aberta. No que diz respeito ao “uplift”, que é o aumento nas buscas pela marca no Google em comparação à média, o Mercado Livre se destacou nacionalmente, alcançando uma média de 21,94 de uplift por inserção. Este desempenho notável foi identificado com base em mais de 4 mil inserções nas principais emissoras de TV aberta em todo o Brasil. Em seguida, o Magazine Luiza registrou 20,23, seguido pelo O Boticário com 18,07.
Segundo a pesquisa da empresa de Inteligência de Mídia, os dados revelam que anunciar durante a Black Friday tornou-se mais do que uma estratégia de marketing; é agora uma necessidade imperativa para as marcas que buscam se destacar e prosperar no competitivo cenário varejista.
Leia também:
-
Contratação de brasileiros aumenta no mundo
Relatório da empresa global de recursos humanos Deel apontou um crescimento significativo nas contratações de brasileiros no exterior, com destaque para funções estratégicas nas áreas de engenharia, desenvolvimento de produto, crescimento e liderança. De acordo com o levantamento, a demanda internacional por talentos do Brasil aumentou 53% em 2025. No entanto, para acessar essas oportunidades […]
-
Copa do Mundo deve salvar o varejo no primeiro semestre
Serão 39 dias de oportunidades para aquecer principalmente o varejo alimentar
-
Vorcaro é transferido para carceragem da Superintendência da PF
Medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF
-
IBGE: cresceram abates de bovinos, suínos e frangos no primeiro trimestre
Corte de bovinos cresceu 3,3% nos três meses, comparado ao mesmo período de 2025
-
Lula inaugura linhas do Sirius e destaca: ‘Investir em ciência não é gasto’
‘O Brasil precisa sair do atraso a que foi submetido durante todo o século 20’, disse Lula ao defender que é preciso investir em ciência.
-
Copa vai levar 99,2 milhões de consumidores às compras
CNDL/SPC Brasil: 47% pretendem adquirir produtos licenciados e 41% vão realizar apostas em bets






















