Natal em casa

A melhor profissão de 2017, a mesma dos dois anos anteriores, no Brasil foi, sem dúvida, a de delator premiado. O doleiro Alberto...

A melhor profissão de 2017, a mesma dos dois anos anteriores, no Brasil foi, sem dúvida, a de delator premiado. O doleiro Alberto Youssef, condenado a mais de 100 anos de prisão, mas que só cumpriu dois anos e oito meses em regime fechado e quatro meses em casa, mora em um edifício de luxo no Parque do Ibirapuera, um dos metros quadrados mais caros da capital paulista. O acordo de Youssef contém uma cláusula de performance: ele ficará com 2% de todo o dinheiro que ajudar a recuperar, quantia que pode chegar a R$ 20 milhões, a metade do patrimônio do doleiro confiscado pela Justiça.

Paulo Roberto Costa reside em um condomínio de luxo na Região Serrana do Rio. Pedro Barusco, seu ex-colega na Petrobras, optou por ficar em um apartamento na Barra da Tijuca, também no Rio. Bairro escolhido também por Fernando Soares, o Fernando Baiano, condenado a 25 anos, que cumpre pena em regime domiciliar em uma casa de luxo.

O mais recente a deixar a cadeia é Lucio Funaro. A negociação dele com o juiz para ir para um sítio no interior de São Paulo, com três piscinas e heliponto, é digna dos anais da Lava Jato. Ah, tem também uma quadra de tênis, e, para não ela ficar ociosa, tentou autorização para que um amigo possa ir jogar com ele. O juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira, preferiu deixar para o ano que vem.

 

Mobilidade

O reaquecimento da exploração do pré-sal deve impulsionar o mercado de realocação de profissionais. Empresas estrangeiras que já haviam praticamente desativado suas bases terão que recontratar executivos, pesquisadores, técnicos e operários. “Também será necessário trazer profissionais de outros países para exploração, reaquecendo a economia e, consequentemente, o mercado de realocação e mobilidade corporativa no país”, ressalta Haroldo Modesto, diretor regional da Crown no Brasil, uma das maiores do segmento no mundo.

Outro fator que deve movimentar o mercado é a nova Lei de Migração, que entrou em vigor em novembro, e que propõe um novo visto (categoria visitante) que englobará tanto atividades de turismo quanto de negócios. Semelhante ao que aconteceu na Espanha, que também adotou uma nova resolução com regras mais brandas, a alteração da nova lei de migração deve facilitar o ingresso de profissionais que vêm a trabalho ao Brasil.

Modesto destaca que, embora a mobilidade no Brasil tenha diminuído nos últimos anos, em 2017 se verificou um ligeiro aumento. “Houve um crescimento de cerca de 15% no número de brasileiros expatriados pela Crown.” Os principais destinos dos brasileiros são: Mercosul (60%), seguido por EUA (20%), Reino Unido (10%) e Ásia (10%). Estimativas apontam que em 2017, globalmente, cerca de meio milhão de profissionais estarão trabalhando fora do país de origem.

Sediada em Hong Kong, com faturamento global de US$ 800 milhões, a Crown possui operação no Brasil desde 2001. O país representa cerca de 50% da receita da América Latina.

 

Mantido

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, contando com os votos do partido de esquerda Novo Peru, sobreviveu ao impeachment apesar de ter admitido que recebeu dinheiro da Odebrecht. Mesma sorte não terão os presidentes e ex-presidentes de outros países que, ainda que sem provas, não sentam na mesa da banca internacional como PPK.

 

Rápidas

Neste sábado, a partir das 10h, o Shopping Grande Rio recebe o projeto Cena BXD para o lançamento da coleção The Life of Baixada, que consiste no desenvolvimento de produtos que mostrem o orgulho de fazer parte da Baixada Fluminense *** Natal celebra o nascimento, a esperança, e esta coluna deseja que o Brasil tenha, não um salvador, mas confiança de que juntos podemos levar o país a um destino melhor. Feliz Natal!

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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