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domingo, janeiro 24, 2021

Negócios insustentáveis

Em 1934, no pior momento da Grande Depressão, o economista britânico Llionel Robbins escreveu: “Rejeitamos o purgativo forte. Preferimos a doença prolongada. Em toda parte, no mercado de capitais, nos mercados de commodities e no amplo campo das finanças empresariais e do endividamento público, os esforços dos bancos centrais e dos governos têm sido direcionados a apoiar posições de negócios insustentáveis.” A declaração foi lembrada por Norman Gall, diretor executivo do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial (associado à Faap), em estudo sobre a crise mundial.

Até a Malásia
Depois da China, Índia, Coréia e Taiwan, agora é a Malásia que ultrapassa o Brasil no ranking mundial das patentes. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec), esse pequeno e fragmentado país do sudeste asiático, com população de 25 milhões de habitantes e tradicional exportador de produtos primários, obteve em 2007 no escritório norte-americano de patentes, o USPTO, 158 patentes, contra apenas 90 do Brasil.

Ladeira
Uma análise do triênio 2005-2007 mostra que, enquanto os países emergentes asiáticos mantêm sua tendência de crescimento, o Brasil decai. Nesse período, o número de patentes depositadas pela China aumentou 53,3% em relação ao triênio anterior (2002-2004), com 2.775 novos títulos; o da Índia aumentou 48%, com 1.410; o da Malásia deu um pulo de 94,1%, com 359 novas patentes; e o do Brasil caiu 13,3%, com apenas 288 patentes depositadas.

Para poucos
Segundo o diretor da Protec Roberto Nicolsky, isto comprova que a política brasileira de desenvolvimento tecnológico tem sido um fracasso. Dentre os países que integram o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil foi o único que apresentou queda no ranking de patentes, enquanto os demais subiram pelo menos uma posição. De acordo com Nicolsky, nem a Lei da Inovação, nem a Lei do Bem têm sido instrumentos efetivos de apoio ao desenvolvimento tecnológico nacional.
A primeira porque emprega recursos ínfimos e de forma equivocada, privilegiando projetos oriundos das universidades em detrimento do setor produtivo; e a segunda porque só beneficia 6% das empresas – as grandes, que investem em tecnologia independentemente de incentivos fiscais.

Árvores de papel
Moradores do condomínio Piazza Verde, em Botafogo (Zona Sul do Rio de Janeiro) finalizam ação para pedir indenização à construtora CHL, na esteira de processo que tramita na 21ª Vara Cível para avaliar a ocorrência de desvalorização do empreendimento. Na publicidade de lançamento, o acesso ao imóvel se daria por ampla rua arborizada; fora dos folhetos e das páginas de jornais, o que sobrou foi um estreito corredor.
Trata-se de um local onde há celeuma entre a associação de moradores, que defende a construção de uma área de lazer, e o governo estadual, que pretende instalar uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) – ou “posto de lata”, na definição irônica do prefeito Cesar Maia. O secretário municipal de Urbanismo, Augusto Ivan, considera a construção da UPA irregular.

Não
Participando de seminário no Palácio Itamaraty (na velha sede da Marechal Floriano, Centro do Rio) sobre os Estados Unidos, o segundo homem do Ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães, e o embaixador brasileiro em Washington, Gonzaga Patriota, não sabiam que o pacote pró-banca estava sendo rejeitado na Câmara dos EUA.

Vai encarar?
Para quem gosta de emoções fortes, o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças seção do Rio de Janeiro (Ibef-RJ) promove, dia 6, curso com o emblemático título de “Sem medo de investir na bolsa”. Os apresentadores serão os analistas Carlos Antônio Magalhães e Luiz Guilherme Dias. O curso será realizado, de 9h30 às 13h30, na sede do Ibef-RJ, na Avenida Rio Branco 156/4º andar – Ala C – no Centro, das.

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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