Nelson Priori (1942–2020)

Nelson Priori, diretor de Relações Institucionais do Monitor Mercantil, titular da coluna Acredite se Puder há três décadas, faleceu às 3h22 desta quinta-feira, 26 – quis o destino que no mesmo dia em que o jornal completa 108 anos. Desde outubro, Priori esteve internado na CTI do hospital São Lucas, em Copacabana. Na segunda-feira (23), foi transferido para um hospital de transição, em Ipanema, para iniciar a recuperação. Porém, uma súbita piora acabou levando a sua morte. Os médicos descartam contaminação pelo coronavírus.

Priori nasceu durante a II Guerra Mundial, em 2 de dezembro de 1942. Teve sua vida profissional marcada pela luta em defesa do mercado de capitais, em especial o de ações, tanto como analista de investimentos como jornalista. Com essa combinação de atividades lhe foi possível formar opinião com bases técnicas. Na década de 1970 teve forte participação na criação da Associação Brasileira dos Analistas do Mercado de Capitais (Abamec) mais tarde transformada em Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), mudança por ele fortemente contestada, mas onde, até recentemente, tinha assento no Conselho Fiscal da entidade.

Como jornalista teve passagem pelo Correio da ManhãO GloboTribuna de Imprensa Monitor Mercantil. A opinião sempre marcou seu trabalho no jornalismo, iniciado na Tribuna de Imprensa com uma coluna sobre mercado de ações assinada com o pseudônimo de Ralf de Ortigon.

Nas três últimas décadas vinha assinando a coluna Acredite se Puder no Monitor Mercantil. Ele foi um dos poucos jornalista a tratar, com certa dose de humor, um assunto tão complexo como mercado de capitais. Priori comandava a equipe que recebeu por três vezes o Prêmio Abamec-Rio e uma vez o Prêmio da Abamec-Nordeste, concedido ao Monitor na categoria Imprensa e Comunicação, como melhor veículo especializado na opinião dos analistas de mercado. Foi escolhido também melhor Profissional de Imprensa.

Priori deixa duas filhas, um filho e dois netos. Deixa também saudade em seus colegas de Redação e funcionários do Monitor, que se acostumaram com seu jeito teimoso e brincalhão, mas sobretudo com sua paixão pelo jornalismo de Economia, em especial o mercado financeiro.

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