Nem o garantidor

Os recursos do Federal Deposit Insurance Corporation (Fdic), agência federal dos Estados Unidos responsável por garantir cerca de US$ 4,5 trilhões em depósitos bancários, viu suas reservas encolheram para apenas US$ 10,4 bilhões, no fim de junho de 2009. O derretimento dos depósitos torna-se mais dramático por coincidir com a informação do próprio Fdic de que o número de bancos vulneráveis no país atingiu 416, com ativos de cerca de US$ 300 bilhões. Os dados são apresentados pelo advogado Durval de Noronha Goyos Jr., sócio sênior de Noronha Advogados e árbitro da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da Comissão Internacional de Arbitragem Comercial da China (Cietac), para advertir que a crise tornou ilíquido o próprio fundo garantidor de depósitos da, ainda, principal economia do mundo, representando “mais um duro golpe na já combalida credibilidade do sistema financeiro dos EUA”.

Bola de neve
Goyos Jr. acrescenta que a Fdic informou ainda que os pagamentos de empréstimos bancários com pelo menos 90 dias de atraso registraram a 13ª alta consecutiva, em junho, atingindo 4,3% do total. A área mais atingida continua a ser a do setor imobiliário: cerca de 13% de atrasos no segundo trimestre, para os imóveis residenciais, e cerca de 17% nos  comerciais, como escritórios e centros de comércio. O Fdic foi criado em 1933 como uma das agências federais do governo em resposta à Grande Depressão de 1929. Desde sua instituição, nenhum depositante de bancos dos EUA perdeu recursos até o piso garantido, hoje de US$ 250 mil por pessoa.

É vosso?
O ex-genro, o ex-professor e o renitente lobista de multinacionais, todos em estado de insurgência permanente contra a Petrobras desde que o presidente Lula enviou ao Congresso Nacional a proposta para regulamentar a exploração do pré-sal, carecem de explicar questão essencial: se o pré-sal não deve ser explorado pela Petrobras, esse privilégio deve caber a quem? À Chevron?

Jornalismo esportivo
Discutir o papel do jornalismo esportivo e a importância cultural do esporte no Brasil é o objetivo da terceira edição do curso de extensão “Mídia, esporte e cultura: pensando o jornalismo esportivo”, que será realizado de 21 de setembro a 30 de novembro, na Uerj. Coordenado pelo professor Ronaldo Helal e oferecido pela Faculdade de Comunicação Social da Uerj., o curso tem como público-alvo graduandos e graduados das áreas de Comunicação, Sociologia, Antropologia, História, Educação Física, Ciências Políticas e Psicologia, jornalistas esportivos e demais interessados no assunto. As inscrições poderão ser feitas até dia 18 pelo site www.cepuerj.uerj.br ou no Centro de Produção da Uerj (Cepuerj), na sala 1006, Bloco A, campus Maracanã. Outras informações pelo e-mail midiaesportecultura@gmail.com ou pelos telefones (21) 2334-0639 e 2334-0300.

Mudez – 1
Esta coluna esperou dois dias e não conseguiu encontrar ao menos um dos inflamados discursos e ofensivos textos de colunistas da grande mídia contra a tentativa de se perpetuar no poder de um candidato a ditador na América do Sul. Pelo menos é assim que as penas de aluguel tratam qualquer proposta de Hugo Chávez – ainda que submetida a plebiscito – para mudar o sistema eleitoral na Venezuela. Só que, desta vez, quem quer impor um terceiro mandato é o queridinho Álvaro Uribe, da neolibral Colômbia.

Mudez – 2
No seu Ex-blog, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia também manteve surpreendente silêncio sobre Uribe. Justo Maia, ferrenho crítico dos “golpes chavistas”.

Mudez – 3
Igualmente não foram vistos protestos contra a fraude das eleições… no Afeganistão.

“Revival”
Não deixa de ser significativo que, às vésperas de mais um 7 de Setembro, os mesmos setores que, há cerca de 50 anos, se insurgiram contra a criação da Petrobras, se lancem em nova cruzada contra a empresa, para impedir que ela seja a protagonista da exploração do petróleo do pré-sal.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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