Netflix e Lojas Americanas lideram engajamento em redes sociais

Postagem da Ambev no Face e Instagram sobre álcool gel superou no mundo as da Ferrari com maior engajamento relacionado à Covid-19.

Informática / 13:24 - 21 de mai de 2020

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"Em tempos difíceis, as marcas não precisam apenas se comunicar, elas devem se comunicar de uma maneira que reconheça e reflita o mundo no qual vivemos hoje. Por isso, a empatia deve ser a pedra angular." A conclusão faz parte de estudo realizado pela plataforma Socialbakers, que revelou ainda a Netflix, Lojas Americanas, Hotel Urbano (Hurb) e Salon Line como as marcas líderes em engajamento nas redes sociais, bem como que a Ambev, com um post que informava sobre a produção de álcool em gel com a matéria prima de outros produtos, desbancou a Ferrari e a Bugatti como o post com maior engajamento do mundo no Facebook e Instagram relacionado à Covid-19 durante pandemia.

No Instagram, a Netflix Brasil que possui 17,9 milhões de seguidores liderou com folga como a marca com maior engajamento nessa rede social com a marca de 36,6 milhões de interações com apenas 140 postagens. Outras marcas que se destacaram no Instagram foram Lojas Americanas, com 18,6 milhões de interações em 1.884 postagens, Grão de Gente, com 5,1 milhões de interações em 835 postagens, a Santa Lolla, com 2,9 milhões de interações e 230 postagens, e Salon Line, com 2,8 milhões de interações em 244 postagens.

Já no Facebook, com 12,8 milhões de seguidores, o Hotel Urbano (Hurb) foi a marca com maior engajamento nessa rede social, superando a marca de 8,1 milhões de interações com 2347 postagens. Outras marcas que se destacaram no Facebook foram Salon Line, com 4,8 milhões de interações com 193 postagens, Netflix, com 3,6 milhões de interações em 192 postagens, To de cacho, com 3,5 milhões de interações e 171 postagens, e Havan, com 3,2 milhões de interações em 391 postagens.

Já estudo da Kantar Ibope Media com a Squid, empresa especialista em marketing de influência, apontou que esse tipo de prática, embora seja uma área nova, tem amadurecido nos últimos anos e a fórmula de autenticidade e criatividade conseguem alcançar as mais diversas audiências. Foram entrevistados 40 anunciantes (de 23 empresas, 57%) e agências (total de 17, 43%) que já trabalham com o marketing de influência no Brasil.

Entre os principais desafios, os respondentes afirmam que encontrar influenciadores alinhados com o objetivo da marca é o maior deles (62%). A falta de know-how em planejar as metas e mensurar os resultados é o principal entrave para 55%. Já ter tido a experiência de campanhas que não tiveram o retorno desejado é apontada como desafio para 33%, enquanto 13% não conseguem ter clareza em como o marketing de influência pode se adequar à estratégia de marketing da empresa.

A dificuldade de estabelecer métricas que possam traduzir o retorno dos investimentos também é apontada como uma barreira para 62% das empresas, enquanto 60% preferem investir em mídias tradicionais ou que tenham mais maturidade na avaliação dos resultados. Para 32%, a falta de nivelamento no domínio das métricas de engajamento envolvidas no tema representa uma barreira importante, assim como 30% afirmam enfrentar resistência depois de observarem campanhas com baixas performances ou sem metas claras que foram realizadas no passado.

Para 45% das agências e anunciantes, as campanhas obedecem a uma periodicidade mensal (always on) e 25% preferem utilizar a estratégia a cada três meses. Ou seja, 70% realizam campanhas com periodicidade de no máximo três meses.

A terceira opção mais citada foi "somente em lançamentos de novos produtos / serviços", com 22,5% dos respondentes, o que posiciona o marketing de influência como um canal relevante para amplificar e customizar a comunicação de lançamento de produtos.

Quase que a totalidade dos entrevistados afirmou que irão alocar parte de seus orçamentos para o marketing de influência em 2020 (95%). Destes, 55% afirmam que o orçamento será mantido ou ampliado. Entre os 66% dos entrevistados que sabem como o orçamento será alocado em 2020, 44% afirmam que o investimento será ampliado, ou 83% que será mantido ou ampliado. Já 84% das agências e anunciantes afirmam que alocarão até 20% de seu orçamento voltado para esse tipo de campanha, enquanto 16% afirmam que alocarão entre 20% e 40% do orçamento. Para 68% das agências e anunciantes que já realizam campanhas de marketing de influência, este tipo de estratégia tende a crescer, enquanto 32% acreditam que deva estabilizar e 13% diminuir.

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