Ninguém me quer: prédio da Rádio Nacional não consegue ser leiloado

Fracassa tentativa de vender Edifício A Noite pela terceira vez, mesmo com desconto de 60%, por R$ 38,5 milhões.

Pela terceira vez, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) tentou vender nesta quinta-feira, às 10h, em concorrência virtual, sem sucesso vender o Edifício A Noite, onde funcionou a Rádio Nacional, que é tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan).

O valor estimado do imóvel, que tem 102 metros de altura e uma área construída de 29.377m², é de R$ 38,5 milhões. O valor é 60,71% inferior aos R$ 98 milhões que o Governo Federal cotou na primeira tentativa, em abril de 2021, como mostrou a coluna Leilão do Monitor Mercantil.

Após a licitação não ter interessados, o Ministério da Economia fez uma nova tentativa em junho de 2021, após reduzir o valor mínimo para R$ 73,5 milhões. Novamente, não houve lances. Segundo o jornal O Globo, “laudo independente contratado pela empresa CBR 130 Empreendimentos Imobiliários estimou que o arranha-céu valeria R$ 23,3 milhões.”

A construção, iniciada em 1927, foi concluída em 1929, para abrigar a sede do jornal A Noite. O local escolhido foi um terreno onde havia o Liceu Literário Português, na Praça Mauá, na zona portuária do Rio de Janeiro.

Em estilo art déco, foi projetado pelo arquiteto Joseph Gire, que também é responsável pelos projetos do Copacabana Palace e do Hotel Glória, e recebeu a o título de “primeiro arranha-céu da América Latina”. É considerado também um marco no uso do concreto armado no Brasil.

Para concorrer com o A Noite, outro arranha-céu, o Edifício Martinelli, em São Paulo, chegou a ser inaugurado às pressas em 1929. Mas quando houve a inauguração, ainda faltavam concluir 10% de suas obras. Ele só seria finalizado, com seus 105 metros de altura, cinco anos depois.

O edifício A Noite passou para as mãos da União em 1940. A Rádio Nacional, emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), funcionou no local de 1936, ano de inauguração, até 2012, quando deixou o prédio para que fossem realizadas reformas. O Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), que também ocupava o Edifício A Noite, deixou o local no mesmo ano.

 

Com informações da Agência Brasil

Matéria atualizada às 14h56.

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