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domingo, janeiro 17, 2021

No chão

Não se limita ao Brasil o inferno astral de Wagner Canhedo, dono da falecida Vasp. Domingo, a Direção Geral da Aeronáutica Civil (DGAC) da Bolívia informou que, se quiser retomar suas operações, o Lloyd Aéreo Boliviano (LAB), adquirido por Canhedo, deve demostrar, até o próximo dia 29, ter capacidade financeira e de segurança. Caso isso não ocorra, a DGAC suspenderá o certificado de operador aéreo.
Javier García, diretor da Aeronáutica boliviana, observou que, pelas normas da aviação local, empresas que deixam de operar por um mês e durante esse período não demonstram capacidade de retomar o negócio perdem a licença. No caso da LAB, já se passaram três desde que a empresa deixou de operar, em 1 de abril.

Senhor Fechamento
O anúncio do fim das atividades da LAB fez um integrante do Fórum Santos Dumont (www.aerovirtual.org/forum/index.php?showtopic=82323) ironizar a capacidade gerencial do empresário: “Engraçado… tudo que Canhedo um dia foi dono, fechou… Tansa, Vasp, Ecuatoriana, LAB…” Diante dos demais comentários do fórum, a observação deve ser vista como um elogio.

Livre expressão – 1
Depois de sofrer dois ataques com explosivos e várias ameaças, e sob o silêncio do governo, o jornal mexicano Cambio-Sonora, de Hermosillo (Norte do país), fechou as portas por tempo indeterminado. Espera-se a indignada manifestação dos defensores da liberdade de expressão que, por enquanto, só se manifestam quando o tema envolve Hugo Chávez.

Livre expressão – 2
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) protestou contra a decisão de uma juíza de proibir a publicação, pelo jornal Folha de Vinhedo (interior de São Paulo), de denúncias envolvendo autoridades da cidade. “Trata-se de censura prévia, que viola o princípio básico da liberdade de expressão determinado pela Constituição. A liberdade de expressão é direito dos cidadãos e não apenas dos meios de comunicação. Qualquer tentativa de impedi-la é um grave atentado à cidadania”, alerta a ANJ.
Espera-se a indignada manifestação dos defensores da liberdade de expressão que, por enquanto, só se manifestam quando o tema envolve Hugo Chávez.

Liberdade de informação
O ouvinte poderá agora participar do programa Faixa Livre, iniciativa democrática de um conjunto de entidades que vai ao ar segunda a sexta-feira, das 8 às 10h, pela rádio Bandeirantes do Rio (AM 1360). De acordo com Paulo Passarinho, secretário geral do Sindicato dos Economistas (Sindecon-RJ) e apresentador do programa, agora o ouvinte conta com uma página na Internet (http://programafaixalivre.org.br/) na qual poderá tanto mandar e-mails sugerindo pautas, quanto ouvir edições anteriores.

Papel
O governo fluminense está negociando com cinco empresas (Aracruz, Veracel, Cenibra, Bahia Sul e Votorantim) para criar um pólo de celulose no Noroeste do estado. O primeiro passo já foi realizado, que era a mudança na lei da terra, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro, Júlio Bueno. “Estamos lutando para trazer essas empresas. O nosso interesse é trazer não só o cultivo, mas também as fábricas, que serão integradas ao porto que será construído em Barra do Açu pela MMX, do empresário Eike Batista”.

Energia
Júlio Bueno disse que está trabalhando muito para que o Governo Federal aprove a construção da usina nuclear de Angra III. “O grande problema, até o momento, é o desencontro de informações e opiniões do governo. O Fórum de Secretários de Estados para Assuntos de Energia é totalmente a favor do projeto.”.

União
O movimento Rio Unido Contra A Violência vai realizar manifestação de protesto na Baixada Fluminense, no dia 28, às 12h, na Praça Roberto da Silveira, no Centro de Duque de Caxias. Será distribuído manifesto reivindicando o pagamento das pensões devidas às famílias das vítimas da violência policial.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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