Nobel da Paz vai para Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia

Internacional / 03:37 - 7 de out de 2016

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O prêmio Nobel da Paz foi concedido ao presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pelos seus esforços para pôr fim à guerra civil no país, que durou mais de 50 anos e matou pelo menos 220 mil colombianos. O prêmio foi anunciado hoje pelo Comitê Nobel norueguês. Em pronunciamento à nação, Santos dedicou a premiação aos colombianos e às vítimas do conflito com as Farc). O prêmio foi concedido a Santos pelo Comitê Nobel norueguês pelos seus esforços para pôr fim à guerra civil no país, que durou mais de 50 anos e matou pelo menos 220 mil colombianos. - Agradeço infinitamente e de coração essa honrosa distinção. Eu a recebo não em meu nome, mas em nome de todos os colombianos, em especial aos milhões de vítimas que deixou este conflito que temos sofrido há mais de 50 anos. Colombianos, este prêmio é de vocês. É pelas vítimas e para que não haja uma só vítima mais, um só morto mais. Devemos nos reconciliar e nos unir para terminar esse processo e começar a construir uma paz estável e durável - disse Santos. O presidente colombiano também dedicou o prêmio a todas as pessoas que contribuíram para que os colombianos estejam "a ponto de alcançar a paz tão desejada". - Aos negociadores de ambas as partes e a tantas outras pessoas e instituições que nos apoiaram nesse processo. Recebo este reconhecimento com humildade e como um mandato para seguir trabalhando sem descanso pela paz dos colombianos. A esta causa, dedicarei todos meus esforços pelo resto dos meus dias. Graças a Deus, a paz está próxima. A paz é possível e é a hora da paz. Juntos como nação, conseguiremos construí-la. Eu convido a todos que unamos nossas forças, nossas mentes e nossos corações neste grande propósito nacional para que assim todos ganhemos o mais importante prêmio: a paz de Colômbia. Pelo acordo de paz assinado no final de agosto, as Farc tinham se comprometido a abandonar as armas e as técnicas de guerra, além de sinalizar que se tornariam um partido político. No entanto, a anistia política e a forma de punição a ex-guerrilheiros por crimes antigos, determinadas nas negociações, descontentaram parte da população colombiana, que rejeitou o acordo em um referendo realizado no último domingo. O resultado do referendo foi inesperado, já que Santos acreditava que a maioria da população apoiaria o processo. Ao anunciar o prêmio, o Comitê do Nobel destacou os esforços do presidente Santos para chegar ao acordo e colocar fim a um conflito de mais de meio século no país. "A guerra civil custou a vida de 220 mil colombianos e provocou quase 6 milhões de desabrigados. O Prêmio Nobel deve ser visto também como um tributo ao povo da Colômbia, a todas as partes que contribuíram para este processo de paz e aos representantes das vítimas", disse o Comitê do Prêmio Nobel. Nobel é "justo reconhecimento" dos em busca da paz, diz Temer O presidente Michel Temer cumprimentou hoje o presidente colombiano Juan Manuel Santos por ter recebido o Nobel da Paz. "Recebemos com grande alegria a notícia da escolha do presidente Juan Manuel Santos para o Nobel da Paz. É um justo reconhecimento de seus esforços em prol da paz. O prêmio é um orgulho não só para os colombianos, mas para toda a região", disse Temer, por meio de sua conta no Twitter. Pelo acordo de paz assinado no final de agosto, as Farc tinham se comprometido a abandonar as armas, além de sinalizar que se tornariam um partido político. No entanto, a anistia política e a forma de punição a ex-guerrilheiros por crimes antigos, determinadas nas negociações, descontentaram parte da população, que rejeitou o acordo em um referendo realizado no último domingo (2). O resultado do referendo foi inesperado, já que Santos acreditava que a maioria da população apoiaria o processo. Ao anunciar o prêmio, o Comitê do Nobel destacou os esforços do presidente Santos para chegar ao acordo e colocar fim a um conflito de mais de meio século no país. "A guerra civil custou a vida de 220 mil colombianos e provocou quase 6 milhões de desabrigados. O Prêmio Nobel deve ser visto também como um tributo ao povo da Colômbia, a todas as partes que contribuíram para este processo de paz e aos representantes das vítimas", disse o Comitê do Prêmio Nobel. Ex-refém, Ingrid Betancourt diz que Farc também mereciam premiação Uma das reféns mais famosas das Forças, a política e ativista franco-colombiana Ingrid Betancourt, em entrevista à imprensa local, que as Farc "também mereciam o Nobel da Paz" e que está "otimista com o futuro". Ela disse ainda que o presidente Juan Manoel Santos mereceu o Prêmio Nobel da Paz, anunciado nesta sexta-feira, por "seus esforços para chegar a um acordo" com a guerrilha. "A Justiça foi feita. Santos é um homem que merecia este prêmio. Sobre as Farc, é difícil eu falar, mas acredito que também", comentou. "A Colômbia passa por um momento de esperança, de reflexão e de alegria", disse a ex-refém, sequestrada pelo grupo durante as campanhas presidenciais de 2002 e libertada somente em 2008. Cientista de Hong Kong quase leva Prêmio Química Hong Kong estava bem perto de ganhar o Prêmio Nobel de Química este ano. Embora nomeado como um vencedor potencial, o cientista de Hong Kong Dennis Yuk-ming Lo perdeu o prestigioso prêmio, o que já era esperado por ele. - Realmente, não ouso para pensar sobre isso - disse Lo, reitor associado da Faculdade Médica na Universidade Chinesa de Hong Kong, disse à Xinhua antes do anúncio dos resultados do Prêmio Nobel. "Existem muitos cientistas superiores no mundo e existem muitas descobertas importantes. O que necessitamos é fazer a nossa parte." O prêmio de química deste ano foi concedido a Jean-Pierre Sauvage, Fraser Stoddart e Bernard Feringa. Embora ele não tenha conseguido levar o Prêmio Nobel, seu estudo já teve um grande impacto no desenvolvimento médico. Sua persistência em pesquisa científica é um bom exemplo para as pessoas jovens. Com informações da Agência Brasil, citando a Lusa e a Ansa; e da Xinhua

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