Nome

Vasco Dias, presidente da Shell do Brasil, levou um susto no jogo entre Fluminense e Vasco, na semifinal da Taça Rio do Campeonato Carioca. Dias estava nas cadeiras reservadas à torcida do Fluminense quando um amigo o chamou: “Vasco!” Os torcedores, pensando tratar-se de um rival infiltrado, ameaçaram partir para cima do presidente da Shell. Explicada a confusão, Vasco Dias pôde assistir à vitória – nos pênaltis – do seu tricolor.

Censura
O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal denunciou possível tentativa de censura feita por fiscais da Anatel que estiveram na TV Comunitária de Brasília, dia 9 passado. Os fiscais queriam vistoriar o acervo de fitas para “uma avaliação de conteúdo”. Em carta ao presidente Lula, o sindicato diz ter recebido telefonemas do ministro das Comunicações, Eunício de Oliveira, e do presidente da Anatel, Elifa do Amaral Gurgel, que disseram desconhecer a ação dos fiscais e confirmaram ser incorreta a intenção de “avaliação de conteúdo”. O que parece ter irritado pessoas influentes no DF é a ampla cobertura da TV Comunitária sobre a América Latina, especialmente sobre a Venezuela de Hugo Chávez.

Óleo tricolor
O tricolor carioca está em alta no setor do petróleo: torcem pelo Fluminense, além do presidente da Shell do Brasil, o secretário de Desenvolvimento do Espírito Santo e ex-presidente da BR, Júlio Bueno, e o já conhecido tricolor Wagner Victer, secretário de Energia e Petróleo do Rio. Já o presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, é botafoguense.

O culpado
Inacreditável é o adjetivo mais brando para qualificar a tentativa da mídia “chapa branca” de culpabilizar o presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), e o Congresso pela possibilidade de a correção da tabela do Imposto de Renda. O grande culpado por essa ameaça ter sido brandida contra os contribuintes foi o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, que acabou como o grande derrotado nesse processo.

Contrabando
Depois de resistir a qualquer alteração da tabela do imposto de renda e não se confirmar sequer com a microcorreção de 10%, Palocci ainda tentou fazer do limão a limonada. Diante da constatação da derrota do aumento de imposto para as pessoas jurídicas e para os produtores rurais, insistiu na derrubada total da Medida Provisória 232, o que implicaria, na prática, a revogação da correção da tabela do IR. Deu com os burros n”água.

A Lunus do Cesar
Não foi por falta de alerta. Em nota publicada em 4 de dezembro, intitulada “A segunda armadilha do PFL”, esta coluna advertiu o prefeito do Rio, Cesar Maia, sobre o risco de, ao tentar romper a falsa polêmica entre PT e PSDB – bem identificada por ele – sua candidatura repetir a trajetória da então governadora do Maranhão, Roseana Sarney, nas eleições de 2002: “Os ataques até agora às pretensões de Cesar devem ser vistos como suave aperitivo do que está por vir. O mais provável, se a candidatura caminhar para valer, é deparar-se com uma Lunus no meio do caminho, real, virtual ou plantada. A forma será indiferente”, advertiu-se aqui, no momento, em que os resmungos contra o abandono da prefeitura no meio do mandato eram as críticas mais fortes. Pouco depois, o tom aumentou. Pelo visto, a Lunus chegou.

Banda curta
A informação é de um dos técnicos responsáveis pela manutenção do serviço de banda larga de uma das principais operadores de telefone do país. Segundo esta fonte, garantia de bons serviços somente na faixa de quatro quilômetros quadrados das estações da empresa. Fora dessa faixa, problemas de sinal, somados a cabos velhos ou de qualidade discutível, afetam o acessam à rede.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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