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segunda-feira, janeiro 18, 2021

Nosso novamente

Após a quebra do monopólio, a Petrobras zerou os investimentos em busca de novas áreas para produção. A razão, segundo o ex-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet) Fernando Siqueira, são as licitações para exploração dos poços já encontrados, das quais, após a quebra do monopólio estatal da exploração de petróleo, podem participar empresas estrangeiras: “A Petrobras está investindo tudo na manutenção dos poços encontrados por ela mesma”, destacou. A Aepet quer que o governo interrompa o processo de licitações. Para isso, a entidade, junto com outros movimentos sociais, está organizando para 2004 uma nova campanha pela volta do monopólio estatal do petróleo, “flexibilizado” no governo passado, mas ainda vigente na Constituição.

Descaminhos
Siqueira diz não entender por que, enquanto nos países emergentes a média da taxa básica de juros é de 3%, no Brasil ela atinge 10% reais ao ano: “Lula disse no Oriente Médio que não firmaria acordo com o FMI sem uma análise detalhada, mas quando retornou, o fato já estava consumado. Por sua vez, José Dirceu desmentiu a independência do Banco Central e teve que voltar atrás”, criticou.
Ainda segundo o ex-presidente da Aepet, o pacote da previdência teve como objetivo salvar fundos de pensão norte-americanos: “Após a adesão ao sistema de contribuição definida, aqueles fundos tiveram rombo de US$ 260 bilhões, que agora querem recuperar no Brasil”, alerta.

Massobrás
O ex-presidente da Aepet defende a criação de uma empresa estatal para pesquisar a geração de energia alternativa, a partir da biomassa. “A empresa seria formada por BNDES, Petrobras e Eletrobrás, com supervisão da Embrapa. Essa forma de energia pode gerar milhares de empregos no curto prazo mas a ministra Dilma Rousef (Minas e Energia) não parece ciente”, criticou, acrescentando que a Monsanto “pode implementar a monocultura da soja transgênica para fabricação do biodiesel”, se novas formas de  biomassa não forem utilizadas.

Nota só
Ao negar que tenha aconselhado empresários do setor de transporte a repassarem aos consumidores o aumento de custo provocado pela elevação da Cofins, o ministro Antônio Palocci sintetizou sua missão à frente da Fazenda: “Não fiz outra coisa desde que pisei neste ministério a não ser combater a inflação.” Tal confissão num país em que o desemprego chega a cerca de 12%, a educação e a saúde estão sucateadas, a infra-estrutura estagnada e a violência é assustadora, não deixa dúvidas: dirigir a economia não é tarefa para ministros monotemáticos.

“No passaran”
O prefeito de Pinheiral (Sul Fluminense), Laerce de Paula Nunes, não concorda que a Petrobras construa um oleoduto passando pela cidade. Ele é mais um dos arregimentados pela governadora Rosinha Garotinho para pressionar a estatal. O governo fluminense considera o oleoduto lesivo aos interesses do estado, contribuindo ainda mais para o esvaziamento político e econômico do Rio de Janeiro. Segundo Rosinha, o projeto vai gerar 34 mil empregos, mas, segundo ela, são temporários e beneficiarão também São Paulo, destino final do oleoduto. Já os tubos serão comprados em outro estado e o ICMS vai para lá. A pressão é para garantir a construção de uma refinaria no Rio, evitando o envio de óleo bruto para refinarias em São Paulo.

Luz
A El Paso inaugura hoje mais uma iluminação de igreja histórica no Rio de Janeiro, desta vez na Igreja Matriz de São José do Rio Preto (Região Serrana). A iniciativa é parte do projeto de valorização do patrimônio histórico fluminense, implementado pela Secretaria estadual de Energia em parceria com a empresa.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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