Nova chance

Será realizado na próxima semana no Hotel Glória, de segunda a quarta-feira, o “Debate Nacional sobre a Reforma Tributária”. Serão discutidas propostas para implantação de um novo modelo tributário e fiscal que atinjam “o triplo objetivo de aumentar a arrecadação, reduzir a carga tributária, acabar com a sonegação e atender demandas sociais e econômicas brasileiras.” A reforma emperrou no Congresso Nacional porque o governo não quer abrir mão das contribuições compulsórias, como CPMF e Cofins, que não precisam ser repassadas para estados e municípios. Entre os expositores estarão o deputado federal Germano Rigotto, último a tentar um acordo para votar a reforma no Congresso, Ary Oswaldo de Mattos Filho e Ives Gandra. Organizado pelo Centro de Estudos e Assessoria Técnica (Ceatec) e pela Associação Brasileira de Direito Financeiro (ABDF), o seminário tem apoio das quatro confederações nacionais de empresários (CNI, CNC, CNA e CNT), da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro e da Associação Comercial do Rio. Informações e inscrições pelos telefones (21) 266-0105 e 266-7583.

Receptivo
Na próxima segunda-feira, de 14h30min a 17h30min,o professor Bayard Boiteux, diretor da Escola de Turismo da UniverCidade, estará ministrando um curso sobre turismo receptivo. O programa inclui análise do mercado internacional de viagens, o turismo receptivo no brasil e no mundo, o funcionamento básico do departamento receptivo de uma agência e marketing aplicado ao receptivo. O curso será no Teatro da Cidade (Av. Epitácio Pessoa,1664). Inscrições e informações na Agência Acadêmica pelo telefone 5251086.

Cremado
Pegou fogo o arquivo morto da Construtora OK, que pertence ao ex-senador Luiz Estevão, acusado de envolvimento no desvio de verbas da construção do prédio do TRT de São Paulo.

Real
O desemprego assumiu o destaque na eleição para prefeito do Rio de Janeiro – como queria Leonel Brizola. Se o candidato pedetista e a petista Benedita conseguirem ligar o tema aos nomes de Conde e de César Maia – que apoiam a política econômica do Governo FH – poderão acontecer surpresas até a votação.

Impunidade
Quem busca informações sobre o ato que marca hoje, às 18h, na ABI, os 20 anos do atentado a bomba à sede da OAB no Rio, em 1980, se depara com um endereço eletrônico-síntese: [email protected] Organizadores do evento, o grupo Tortura Nunca Mais/RJ e familiares e amigos da secretária Lyda Monteiro da Silva, dizem que o objetivo do protesto é “não deixar passar a data em branco”, Há cerca de três anos, o inquérito que investiga o assassinato de dona Lyda permanece engavetado na Procuradoria Geral da República. O secretário estadual de Justiça do Rio, João Duboc Pianud, o senador Saturnino Braga (PSB) e o deputado estadual Chico Alencar (PT), entre outras personalidades, já confirmaram presença no ato.

Rainha da Inglaterra
Do impagável Veríssimo, em sua coluna de ontem em O Globo: “É sabido que Éfe Agá não governo, mas deixa governar.”

Jingle
A campanha eleitoral do prefeito Luiz Paulo Conde (PFL) no rádio anuncia a chegada do “bonde do Conde”. Como boa parte dos cariocas, iniciados compulsoriamente no assunto, sabe, na linguagem dos criminosos, atende por “bonde”  comboio de veículos de marginais que saem às ruas para “barbarizar” bandidos de outras quadrilhas e/ou cidadãos indefesos. Mesmo com a ressalva que se trata do “bonde do bem”, pega mal para candidato que elegeu o discurso contra a violência como um dos carros-chefe de sua campanha.

Razõe$ do $ilêncio
Alguns bons motivos para o Plebiscito sobre a Dívida Externa incomodar o ministro Pedro Malan e para a CNBB ter mantido a consulta popular. Entre dezembro de 1994, ano em que foi editado o Plano Real, e maio passado, a dívida externa total do país passou de US$ 148,29 bilhões para US$ 231,34 bilhões, um salto de US$ 83,05 bilhões ou 56%.
No mesmo período, a dívida do setor público cresceu de R$ 87,33 bilhões para US$ 92,17 bilhões. Já a dívida privada, alavancada pelo câmbio sobrevalorizado e pelos juros internos astronômicos, que estimularam a tomada de empréstimos externos, sofreu incremento ainda maior: de US$ 60,96 bilhões para US$ 139,17 bilhões.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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