As novas regras para financiamento de imóveis por meio do programa Minha Casa, Minha Vida começam a valer a partir desta quarta-feira. Com as mudanças, os limites de renda passam a ser: R$ 3,2 mil na faixa 1; R$ 5 mil na faixa 2; R$ 9,6 mil na faixa 3; e R$ 13 mil na faixa 4.
O valor máximo dos imóveis também foi atualizado – para a faixa 3, passa a ser R$ 400 mil e, para a faixa 4, R$ 600 mil.
As mudanças foram aprovadas em março pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A ampliação contará com recursos do Fundo Social, com cerca de R$ 31 bilhões destinados ao programa.
Segundo o governo, as mudanças devem ampliar o acesso ao programa, totalizando 87,5 mil famílias com juros menores; 31,3 mil novas famílias na faixa 3; e 8,2 mil famílias incluídas na faixa 4.
A equipe técnica estima impacto de R$ 500 milhões em subsídios e de R$ 3,6 bilhões em crédito habitacional.
Reajuste na base fortalece demanda no segmento popular
A ampliação dos limites do Minha Casa Minha Vida corrige a defasagem entre renda, custo de construção e preço dos imóveis, reativando uma demanda que estava fora do programa. A medida tende a acelerar vendas, destravar lançamentos e dar mais previsibilidade às incorporadoras, além de impulsionar emprego e toda a cadeia da construção.
Também amplia o espaço para iniciativas com impacto social, ajudando a reduzir o déficit habitacional no país.
“A ampliação dos limites do Minha Casa Minha Vida, elevando o teto de renda para até cerca de R$ 12 mil e o valor dos imóveis para patamares próximos de R$ 500 mil, corrige um desalinhamento que vinha travando o mercado. Nos últimos anos, o custo da construção subiu de forma consistente, pressionado por materiais, mão de obra e inflação, e isso fez com que muitos imóveis ultrapassassem os limites antigos do programa, mesmo sendo voltados para o público de média renda”, explica Alex Sales, fundador da Alumbra Empreendimentos Design.
De acordo com Sales, havia uma demanda reprimida relevante, de famílias com capacidade de pagamento, mas que estavam fora das regras. Esse ajuste recoloca esse público dentro do sistema e deve gerar impacto direto na velocidade de vendas e na retomada de lançamentos, principalmente no segmento econômico e de médio padrão. Para as incorporadoras, isso traz mais previsibilidade.
Com informações da Agência Brasil
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