31.6 C
Rio de Janeiro
sábado, janeiro 23, 2021

Nove em 10 fluminenses acham que preços estão aumentando

Estudo do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec-RJ), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro, mostra que 89% dos consumidores fluminenses acreditam que os preços dos bens e serviços que costumam comprar estão aumentando. No ano, a inflação da região metropolitana do Rio de Janeiro tem se mantido baixa (+0,51% até agosto), influenciada pela forte queda da inflação dos serviços (-0,70% até agosto).

No entanto, a sensação de que os preços estão aumentando pode estar vindo da inflação observada no grupo de alimentação no domicílio (+3,14% até agosto). Contribuíram para o aumento dos preços dos alimentos consumidos em casa a inflação do arroz (15,7% até agosto), feijão (+29,22%), cebola (+43,84%) e do leite longa vida (+18,76%), ingredientes muito presentes na mesa do brasileiro.

A sondagem contou com a participação de 502 consumidores do estado do Rio, com o objetivo de entender quais as expectativas dos fluminenses com relação à retomada da economia estadual e nacional, além da percepção sobre o desemprego e renda familiar, entre outros indicadores.

A pesquisa também procurou saber quais são as expectativas dos consumidores fluminenses para a evolução da sua renda. Em julho, 55,5% acreditavam que sua renda cairia. Em setembro, o percentual caiu para 41,5%. Este mês, 39,8% esperam que a renda familiar continuará como está.

O estudo levantou ainda a probabilidade de consumo de bens duráveis nos próximos meses: 37,5% dos entrevistados afirmaram que os gastos com esse tipo de bem irão se manter, 33,6% pretendem diminuir e 28,9% devem aumentar as compras desses itens. Em agosto, 14,9% dos entrevistados haviam dito que os gastos com bens duráveis aumentariam.

Com relação ao nível de endividamento nos últimos três meses, 31,7% afirmaram que não ficaram endividados, 25,1% responderam que ficaram com poucas dívidas, 23,3% disseram que ficaram endividados e 19,9% relatam que ficaram muito endividados.

Entre os tipos de dívidas, o cartão de crédito liderou o ranking (63,5%), seguido pelo crédito pessoal (26,7%), cheque especial (22,2%) e carnês (18,5%). O nível de endividamento permaneceu praticamente estável em relação à pesquisa realizada em agosto.

Além disso, nos últimos três meses, 47,1% dos consumidores afirmaram que não ficaram inadimplentes. No mês de agosto, o percentual dos que não estavam inadimplentes foi igual a 35,3%.

A retomada gradual da economia do estado do Rio pode ter contribuído para o aumento da confiança do consumidor fluminense para os próximos três meses. Quando questionados se estão com muito medo de perder o emprego, 43,2% dos entrevistados afirmaram que sim, representando uma queda de 10 pontos percentuais em relação ao estudo realizado em julho. No novo levantamento, 18,5% dos consumidores estão com pouco medo de perder suas ocupações e 38,2% afirmam não ter receio do desemprego.

 

Agência Brasil

Artigos Relacionados

Rio: varejo não sentiu melhoria anunciada por institutos de pesquisa

Aldo, do CDL: 'vivemos nosso pior momento, com severas dificuldades em várias áreas, com economia praticamente estagnada'.

MPRJ obtém decisão que interdita a Cidade do Samba

Além disso, eventual demora no julgamento do feito prolongará a situação de risco a que estão expostos não só os trabalhadores, como todas as pessoas que frequentam o local”, afirma o Juízo na decisão.

Comerciantes do Centro tiveram piora na demanda em 2020

Segundo Instituto Fecomércio, 80,3% registraram queda acima de 25% no faturamento de 2020 no comparativo com 2019.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Copom está alinhado com maioria da expectativa do mercado

Considerando foco na inflação de 2022, estamos considerando agora que BC começará a aumentar Selic em maio e não em agosto.

Primeira prévia dos PMI’s e avanço da Covid-19

Bolsa brasileira sucumbe ao terceiro dia de queda, mediante aos temores fiscais.

Exterior em baixa

Queda acontece em meio às preocupações com problemas para obtenções de vacinas.

Más notícias persistem

Petróleo negociado em NY mostrava queda de 2,60% (afetando a Petrobras), com o barril cotado a US$ 51,75.

Mercado reagirá ao Copom e problemas internos

Na Europa, Londres teve alta de 0,41%. Frankfurt teve elevação de 0,77%. Paris teve ganhos de 0,53%.